Economia - undefined·02 de março de 2018

CEARÁ: Déficit previdenciário no estado chegou a R$ 1,5 bilhão em 2017

<p>Aumento da expectativa de vida dos cearenses &eacute; um alerta para a Previd&ecirc;ncia, j&aacute; que os benef&iacute;cios t&ecirc;m sido pagos por mais tempo</p>

Por Agência do Rádio
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Secretário do Planejamento e Gestão do Ceará, Maia Junior / Foto: SEPLAG-CE

A reforma da Previdência foi adiada por conta da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, mas o assunto não deve deixar Aumento da expectativa de vida dos cearenses é um alerta para a Previdência, já que os benefícios têm sido pagos por mais tempode ser discutido. Afinal, apenas em 2017, o déficit previdenciário no estado chegou a R$ 1,5 bilhão.

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Além disso, os cearenses têm vivido mais. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), os cearenses chegam aos 74 anos. Dentro da região Nordeste, o estado foi o que apresentou a terceira maior expectativa, ficando atrás somente do Rio Grande do Norte e de Pernambuco.

Com isso, o número de aposentadorias e pensões tende a ser pago por mais tempo com o passar dos anos. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, se nada for feito, o sistema previdenciário ficará ainda mais insustentável.

“Não tem jeito de ir adiante assim. O sistema vai ruir, a casa vai cair na questão da Previdência Social se nós não fizermos a reforma. Nós temos que garantir a continuidade do nosso sistema. Os nossos aposentados, 27 milhões, não podem continuar correndo o risco de não receber.”

Segundo o economista e professor da PUC-Rio, José Márcio Camargo, a expectativa é que em 15 anos todo o orçamento federal será destinado ao pagamento de aposentadorias e pensões.

“A reforma da Previdência é imprescindível. O governo federal gasta hoje 57% de todas as despesas do governo federal com aposentadorias e pensões. Isto é insustentável. Na evolução que está indo os gastos com Previdência, daqui a 15 anos, todos os gastos do governo federal vão ser com aposentadorias e pensões, ou seja, a reforma vai ter que ser feita, em algum momento ela vai ter que ser feita.”

Em 2060, o IBGE projeta que 24 jovens na ativa trabalharão para pagar as aposentadorias de 63 idosos. Atualmente, a conta é de 33 jovens para 21 idosos.

Reportagem, Cintia Moreira

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