O Ceará conseguiu reduzir o número de acidentes de trabalho nos últimos anos. Dados da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda apontam que, entre 2015 e 2017, a taxa de acidentes no ambiente de trabalho recuou quase 8%.
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Ainda segundo o órgão, o índice de incidência no estado, em 2013, era de 10,75 a cada mil vínculos empregatícios. Em 2016, esse número caiu para 9,26.
Para o engenheiro de Segurança no Trabalho do SESI-CE, Luiz Sérgio Nocrato, esse resultado se deve o investimento nas áreas de saúde e segurança no trabalho, que tiveram um avanço entre as empresas cearenses
“A importância da gestão de risco reflete nos benefícios que ela pode trazer para a empresa, tais como preservação de bens e vida humana, manutenção do fluxo produtivo, reputação da empresa, funcionários motivados, aumento da produção e competitividade, entre outros.”
Para o consultor na área de Segurança do Trabalho, Antônio Carlos Vendrame, o investimento em SST também ajuda a reduzir os valores de taxas pagas pelas companhias.
“Se o meu desempenho coletivo com outra empresa também for bom, o meu seguro de acidente de trabalho também tende a cair. Então veja que é um universo muito grande de aumento e redução de imposto que eu posso ter. Imagina, 17,5% da folha de pagamento, quanto dinheiro que não significa e eu podendo manipular isso de forma a reduzir essas condições.”
Em todo o país, o destaque é para o setor industrial. De acordo com a Confederação Nacional de Indústria, a CNI, um dos fatores que mostra o bom desempenho da indústria é a relação do número de empregados formais, que cresceu 20,7%, com o de acidentes típicos, que ao mesmo tempo registraram queda de 21,9%.
Além disso, segundo a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, em algumas atividades industriais, como a indústria de transformação, por exemplo, a quantidade de acidentes caiu 40,9% entre 2007 e 2016.
A CNI também fez um estudo que aborda o tema. Entre os pontos do balanço, um aponta que é necessário que o serviço médico da empresa, por exemplo, possa subsidiar a perícia médica do INSS.
A medida, segundo a Confederação, aumenta a transparência do processo e dá maior efetividade à decisão do perito, que terá informações complementares. Isso poderia gerar um impacto direto na redução de custos previdenciários.
Reportagem, Marquezan Araújo