Para diminuir os impactos da pandemia e ajudar estudantes de todo país que estão em casa, sem poder ir à escola, o SESI disponibilizou na internet mais de 17 mil recursos pedagógicos gratuitos, que podem ser acessados sem necessidade de cadastro e de qualquer lugar do país.
Segundo a gerente de educação do SESI Ceará, Ana Paula Pinho, as ferramentas incluem jogos, infográficos, simuladores e vídeos e estão divididas de acordo com o nível do estudante: anos iniciais ou finais dos ensinos fundamental e médio.
“Esses recursos disponibilizados no Portal SESI Educação propiciam situações de aprendizagem mais interativas e lúdicas, que podem ser realizadas também de casa, por meio de smartphones e tablets. Tudo isso ficará disponível por tempo indeterminado no nosso portal”, aponta.
Alguns jogos, por exemplo, são voltados a crianças e estimulam o desenvolvimento de conhecimentos básicos. No “Quantas Horas São?”, os pequenos aprendem a ler os ponteiros do relógio. Outras atividades são voltadas para alunos mais velhos, com conteúdos e videoaulas de matérias como história, matemática e língua portuguesa. Para os alunos que já pensam no ensino superior, há vídeos, inclusive, que ensinam a resolver questões de edições anteriores do Enem.
O site pode ser acessado por professores, que podem selecionar os materiais que mais condizem com o conteúdo ministrado aos estudantes. Como o espaço é aberto e não exige login, crianças e adolescentes podem navegar por conta própria para encontrar o que precisam para reforçar o aprendizado. Para ter acesso ao conteúdo completo, basta entrar no site sesieducacao.com.br.
Na área da saúde, o SESI atua diretamente no combate ao coronavírus. A instituição se uniu à Associação Médica Cearense (AMC) e, em abril, treinou e capacitou 140 médicos que trabalham no atendimento a pacientes infectados. A maioria presta serviço em hospitais públicos ou em Unidades de Pronto Atendimento (UPA).
Uma das principais orientações do curso é levar aos médicos conhecimentos necessários para atender pacientes com covid-19, sem o risco de serem contaminados. Essa preocupação da AMC se baseia no dado de que 40 a 50% dos profissionais da saúde que atuam no combate ao coronavírus acabam infectados. Apesar do isolamento social, o presidente da AMC, Carmelo Leão, garante que todos estão aptos a exercer sua função com segurança.
“As aulas teóricas foram gravadas e disponibilizadas para toda a comunidade médica, por meio da internet. Já a parte prática contou de 6 horas de aulas com bonecos e simuladores para preparar os médicos para esse grande desafio que é o enfrentamento ao covid-19”, resume.