Mosquito Anopheles, também conhecido como mosquito “prego”. Foto: Divulgação/Governo do Tocantins.
Mosquito Anopheles, também conhecido como mosquito “prego”. Foto: Divulgação/Governo do Tocantins.

MALÁRIA: Região Amazônica registrou mais de 31 mil casos nos três primeiros meses de 2023

Em 2022, o país registrou 129.171 casos da doença. Quase 45% estão somente no estado do Amazonas, com um total de mais de 55 mil casos.


Febre, dores de cabeça e no corpo, calafrios, tremores e muito suor. Esses são os principais sintomas da malária. Uma doença infecciosa que pode matar, caso não seja tratada adequadamente. O militar Denilson Alexandre, de Manaus, Amazonas, já contraiu a doença e passou uma semana acamado.

“Foi uma experiência muito difícil. A malária realmente me ‘derrubou’. Passei dois dias delirando de febre, com dor no corpo e, após dois dias, consegui ir ao hospital. Fiz o exame de sangue e foi constatado que estava com malária. Uma semana de cama, delirando, suando muito, muita dor no corpo. Uma experiência horrível.”

Os relatos de quem já sofreu com a doença se somam aos de quem está na linha de frente no tratamento e reforçam: a malária ainda afeta muita gente e representa um problema de saúde pública no Brasil, sobretudo na Região Amazônica. Nessa região ocorrem mais de 99% dos casos no País. Apenas nos três primeiros meses deste ano, os nove estados da Amazônia Legal registraram mais de 31 mil casos autóctones, ou seja, aqueles contraídos localmente. Os dados são do Ministério da Saúde. O médico Bruno Fazzolari atua no Hospital de Guarnição do município amazonense de São Gabriel da Cachoeira. A malária ainda está presente no dia a dia da cidade, segundo o especialista. 

“Tenho paciente de 10 meses de idade que já está na sexta infecção por malária. Portanto, no fim, a melhor saída é o conhecimento, o conhecimento da doença, se prevenir.” 

Em 2022, segundo o Ministério da Saúde, o total de casos autóctones de malária registrados no país foi de aproximadamente 129 mil. O número representa redução nacional de 7,4% em relação a 2021. 

Para o responsável pelo Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, a população, os profissionais de saúde e os gestores têm papel importante na prevenção, controle e eliminação da doença.

“É necessário que todos entendam que a eliminação da malária é factível, ela é real e nós podemos alcançar. A malária não é só um problema de saúde pública, causa também problemas econômicos e ambientais.” 

A malária é transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, também conhecido como mosquito-prego, carapanã, muriçoca, sovela e bicuda. Esse mosquito gosta de coleções de água limpa, sombreada e de baixo fluxo, muito frequentes na Amazônia brasileira.

Além de se proteger da picada do mosquito - com medidas como uso de mosquiteiros, telas em portas e janelas, repelentes e roupas compridas e de permitir que o agente borrife a casa, o Ministério da Saúde recomenda: ao apresentar sintomas como dores de cabeça e no corpo, febre e calafrios, é preciso procurar rapidamente uma unidade de saúde e fazer o exame. Caso seja positivo, é necessário cumprir o tratamento até o final, mesmo que não apresente mais sintomas. O Exame e o tratamento são gratuitos no SUS.

Unidos vamos combater a malária! Saiba mais em gov.br/malaria. Ministério da Saúde, Governo Federal. União e Reconstrução.

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LOC.: Febre, dores de cabeça e no corpo, calafrios, tremores e muito suor. Esses são os principais sintomas da malária. Uma doença infecciosa que pode matar, caso não seja tratada adequadamente. O militar Denilson Alexandre, de Manaus, Amazonas, já contraiu a doença e passou uma semana acamado.

TEC./SONORA: Denilson Alexandre

“Confesso que foi uma experiência muito difícil, a malária ela ralmente me derrubou. Passei dois dias delirando de febre, com dor no corpo e após dois dias consegui ir no hospital, até então não sabia o que era, fiz o exame de sangue e foi constatado que eu estava com malária e aí me passaram o coquetel para que eu tomasse por 8 dias os medicamentos que era do tratamento da malária. Uma semana de cama, delirando, suando muito, muita dor no corpo, uma experiência horrível.”


LOC.: Os relatos de quem já sofreu com a doença se somam aos de quem está na linha de frente no tratamento e reforçam: a malária ainda afeta muita gente e representa um problema de saúde pública no Brasil, sobretudo na Região Amazônica. Nessa região ocorrem mais de 99% dos casos no País. Apenas nos três primeiros meses deste ano, os nove estados da Amazônia Legal registraram mais de 31 mil casos autóctones, ou seja, aqueles contraídos localmente. Os dados são do Ministério da Saúde. 

O médico Bruno Fazzolari atua no Hospital de Guarnição do município amazonense de São Gabriel da Cachoeira. A malária ainda está presente no dia a dia da cidade, segundo o especialista. 

TEC./SONORA: Bruno do Carmo Fazzolari, médico

“Tenho paciente de 10 meses de idade que já está na sexta infecção por malária. Portanto, no fim, a melhor saída é o conhecimento, o conhecimento da doença, se prevenir.” 


LOC.: Em 2022, segundo o Ministério da Saúde, o total de casos autóctones de malária registrados no país foi de aproximadamente 129 mil. O número representa redução nacional de 7,4% em relação a 2021. 

Para o responsável pelo Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, a população, os profissionais de saúde e os gestores têm papel importante na prevenção, controle e eliminação da doença.

TEC./SONORA: Cássio Peterka, responsável pelo Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária do Ministério da Saúde

“É necessário que todos entendam que a eliminação da malária é factível, ela é real e nós podemos alcançar. A malária não é só um problema de saúde pública, causa também problemas econômicos e ambientais.” 


LOC.: A malária é transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, também conhecido como mosquito-prego, carapanã, muriçoca, sovela e bicuda. Esse mosquito gosta de coleções de água limpa, sombreada e de baixo fluxo, muito frequentes na Amazônia brasileira. Além de se proteger da picada do mosquito com medidas como uso de mosquiteiros, telas em portas e janelas, repelentes e roupas compridas e de permitir que o agente borrife a casa, o Ministério da Saúde recomenda: ao apresentar sintomas como dores de cabeça e no corpo, febre e calafrios, é preciso procurar rapidamente uma unidade de saúde e fazer o exame. Caso seja positivo, é necessário cumprir o tratamento até o final, mesmo que não apresente mais sintomas. O Exame e o tratamento são gratuitos no SUS.

Unidos vamos combater a malária!