Entre Carira e Aracaju, são mais de 100 km de viagem. Essa é a distância que a estudante de letras, Elisabet Pchaik, de 32 anos, leva para chegar à Universidade Federal de Sergipe (UFS). Mas se engana quem pensa que, nessas horas, ela não leva Francisco, o filho de sete meses. A cada 15 dias, a moradora do interior sergipano faz esse esforço. Ela estuda em aulas semipresenciais. Passa dois dias, de 7h às 17h, na faculdade, e assiste a três horas de aula online em casa. Até uma prova, com supervisão do reitor da faculdade, ela já fez amamentando o bebê. As faxineiras também ajudam, ao brincar com Francisco enquanto a mãe está na aula. Elisabet é argentina e chegou ao Brasil em 2014. Ela conheceu aqui, o marido Ulisses Guarani, funcionário público de 36 anos, que já possui uma filha de sete. O que, segunda ela, a experiência, aliada ao apoio recebido do companheiro, é um privilégio.
“O Francisco foi alimentado sempre no aleitamento materno exclusivo. Ele fez seis meses, começou a comer frutas e legumes. Estamos nesse processo de introduzir alimentos. Ele já ficou aos cuidados das faxineiras da universidade. Ele entra na prova e não chora incomodado. E eu fiz prova com ele no peito na reitoria. Na universidade, são bem legais comigo e com ele. Acho que a experiência dele (marido) já ter uma filha ajuda bastante. Ele faz tudo, se tiver que dar um banho, dá banho, ele leva para a rua, faz compras, cuida da nossa horta com ele. Eu sou muito privilegiada nisso.”
A dedicação que Elisabet tem para amamentar o filho é motivo de aplausos. Sem complicações na amamentação, Francisco não passa fome. A enfermeira neonatologista do Banco de Leite Humano de Aracaju, Magda Dória, 50 anos, ressalta a importância do primeiro alimento de todos nós.
“O leito materno é um alimento perfeito, né? Tanto na sua composição com as vitaminas, proteínas, com a quantidade de água e de gordura. É um leite, que a gente fala que vem em ‘espécie específica’. Eu tenho o meu neném e o leite que é produzido no meu corpo é específico para o meu filho. Vai ajudar no sistema imunológico. A gente fala que a primeira vacina da criança é o leite materno.”
Ouviu bem? Não marque bobeira, mãe. Se organize durante a sua rotina e faça do aleitamento materno uma fase proveitosa e prazerosa para você e o bebê. O exemplo de Elisabet é reflexo da realidade de muitas mães. Então, siga o exemplo de dedicação dela. Porque amamentação é a base da vida.
#EuAmamento