O Poder Judiciário tem pelo menos 3,4 mil servidores treinados para utilizar o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP 2.0), ferramenta de execução penal desenvolvida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esse é o número aproximado de servidores presentes às capacitações realizadas pelo CNJ desde outubro do ano passado em todos os 27 tribunais estaduais (TJs) e nos cinco tribunais federais (TRFs). O número de servidores prontos a operar o BNMP, no entanto, é ainda maior porque em alguns estados os treinamentos ocorreram na capital, mas foram transmitidos ao vivo pela internet às comarcas do interior, onde puderam ser acompanhados por muito mais servidores. Até a última quarta-feira (18/7), já foram inseridas informações referentes a processos de execução penal de cerca de 543 mil presos, sob responsabilidade da Justiça Estadual, além de 2,6 mil na Justiça Federal. Desse total, 220 mil ainda não foram condenados e outros 321 mil cumprem pena. No Pará, o treinamento promovido para juízes de Varas Criminais, Varas de Execução Penal e Varas Cíveis da Região Metropolitana de Belém foi transmitido para todas as comarcas do estado, o segundo maior do Brasil. A transmissão alcançou, por exemplo, Santana do Araguaia que fica a 1.138 quilômetros ao sul da capital Belém, onde a capacitação ocorreu entre 28 de fevereiro e 2 de março.
Com informações do CNJ, reportagem, Storni Jr.