A Dengue pode acometer pessoas diversas vezes, caso seja picada mais de uma vez pelo mosquito. Esse foi o caso do professor José Cruz, de 54 anos. Ele contraiu a doença pela primeira vez em 2013. Na época, ele ficou afastado das atividades que realizava por dez dias e, com o passar do tempo, se curou. Em 2015 a patologia voltou mais forte e, assim que ele sentiu os mesmos sintomas, foi atrás de tratamento e teve de ficar internado por uma semana. O quadro da segunda vez quase evoluiu para uma Dengue Hemorrágica. Preocupado com a relação da população com as precauções com a incidência do mosquito, o professor começou a recolher os lixos que encontrava na rua, enquanto realizava caminhadas para se exercitar. Com isso, ele já chegou a recolher mais de 300 quilos de lixos sozinho. Ele comenta que, atualmente, é o vice-presidente do Comitê de Combate à Dengue da Secretaria Municipal e espera que todos se conscientizem com os possíveis criadouros da cidade.
“Eu queria dizer que cidade limpa não é a que mais se limpa, mas, sim, a que menos se suja. E se a população tomar a consciência de não descartar e segundo de coletar, nós vamos ter uma cidade mais limpa, mais humana e mais saudável. E todo mundo ganha com isso. E muito recurso que, às vezes, é direcionado para cuidar de pessoas com essas doenças, pode ser carreado para outras prioridades do município e, assim, nós estaremos dando a nossa contribuição para melhor contribuição dos recursos e teremos uma vida mais saudável.”
Apesar do índice de infestação estar alto, os números de casos está baixo. As últimas notificações das doenças transmitidas pelo mosquito foram em junho de 2016, com apenas uma confirmação de Dengue. De acordo com o chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Campo Mourão, Carlos Bezerra, os lixos descartáveis e reservatórios são o que mais preocupam na região. Ele pede que a população realize cuidados dentro de casa, para que os números não aumentem.
“Então, a gente pede que a população também faça essa autofiscalização. E a partir da conscientização da comunidade, através de nós, dos órgãos públicos, mais a própria comunidade se mobilizando em fazer essa autofiscalização, o pessoal vai se preocupando mais em estar combatendo o vetor.”
Faça parte dessa luta. Não deixe que o mosquito se prolifere. Verifique acúmulos de água em pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, caixas d’água, tampinhas de garrafas, entre outros. Participe também e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. O combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
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