Os moradores de Campo Grande, Dourados, Jaraguari e outras cidades do estado devem ficar atentos aos sintomas da Tuberculose. O alerta, da técnica do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Geisa Poliane, é porque, por ano, Mato Grosso do Sul registra cerca de 900 casos da doença. Ela explica que alguns fatores que aumentam a incidência dos casos nessas áreas são porque o estado tem a segunda maior população indígena do País e devido ao grande número de presídios na região. Para eliminar a doença, a gerente do Programa Estadual de Controle da Tuberculose recomenda que as pessoas diagnosticadas façam o tratamento até o final. Só assim ela se cura e para de transmitir a doença.
“O tratamento da Tuberculose dura seis meses de medicação diária. Com o início do tratamento, em torno de dez a 15 dias, a pessoa já começa a melhorar. Só que, se ela não tomar, não fizer o tratamento correto, se ela abandonar, quando ela voltar a ter os sintomas, porque ela não vai estar curada, ela vai apresentar, uma hora ou outra, os sintomas novamente, ela já pode voltar resistente à medicação básica. E aí o tratamento, que duraria seis meses, pode vir a durar até dois anos, com medicamentos muito mais caros, e que só podem ser tratados a nível hospitalar. Lembrando que o tratamento é gratuito, ele não é comprado, e ele só é fornecido pelo SUS.”
Dia 24 de março foi comemorado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Por isso, os municípios do estado estão realizando campanhas de conscientização ao longo desse mês para alertar a população sobre os perigos da doença. Quem sabe bem como é o convívio com a Tuberculose é a moradora do Jardim Paulista, bairro de Campo Grande, Eunice Cunha, de 61 anos. Ela trabalha com diagnósticos da Tuberculose no Laboratório Central de Saúde Pública do estado e conta que também foi diagnosticada.
“Eu tive lesão fechada na perna e pensava em tudo quanto era possibilidade de problema de pele. Pensei em fungo, pensei numa bactéria mais resistente, mas não conseguia pensar em Tuberculose, porque a biopsia não era compatível com a Tuberculose. Eu fiz vários exames como baciloscopia, cultura, que é o exame tradicional que a gente faz quando tem tuberculose, e todos deram negativo.”
Ela explica que o caso foi de difícil identificação por se tratar de um tipo mais raro da doença. Eunice teve Tuberculose cutânea, uma forma da doença que não é transmissível. Ela acredita ter contraído a doença no laboratório em que trabalha. Mas, o mais importante é que, depois de diagnosticada, ela fez o tratamento até o final. No total foram nove meses. Só assim ela pôde ficar completamente curada. Fique ligado! A forma mais comum de Tuberculose é a Pulmonar. Tossiu por mais de três semanas, tá suando demais à noite, perdendo peso? Corra para a unidade de saúde mais próxima! Ajude a deixar essa história no passado. Para mais informações acesse saude.gov.br.
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