De acordo com o coordenador da Controladoria de Controle de Endemias Vetoriais, Eliasze Guimarães, a Cidade de Campo Grande não está mais em situação de epidemia do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. De acordo com os estudos da Secretaria Municipal de Saúde do município, a cada três anos, a região sofre com novas investidas do mosquito. O coordenador comenta que a ação que a cidade tem como mais efetiva é a ajuda da população. Eliasze diz que as pessoas são fundamentais, porém, ainda falta uma conscientização maior dos moradores para que as epidemias parem de acontecer.
“Em 2016, nós tivemos o problema da microcefalia em consequência da Zika, que talvez tenha impactado, pelo menos por um momento, com essa preocupação. Neste ano, como há uma notificação menor, abaixo, mas dentro do esperado, a gente não consegue aferir ainda se houve uma maior preocupação da população. Mas pelo nosso observar, há, ainda, muitas pessoas que não têm responsabilidade com ambiente e que não têm nenhuma preocupação.”
Para que os mosquitos se reproduzam, eles precisam apenas de um local com água parada. Independente do tamanho que o objeto represente, se ele puder acumular água, ele acaba virando um aliado do mosquito. No caso de Campo Grande, lixos nas ruas são os maiores problemas do município. De acordo com o coordenador do Programa Nacional de Controle da Malária e Doenças Transmitidas pelo Aedes, Divino Valero, esse problema só é solucionado quando houver uma maior sintonia entre cidade e população. Ele atenta para essa questão.
“O Aedes é conhecido como um mosquito doméstico, justamente porque ele consegue se adaptar em tudo o que o homem descarta, o chamado lixo. É um copo, é uma latinha, é todo e qualquer depósito que tenha ou que possa conter água. O que acontece com o lixo quando não há uma regularidade na coleta? Nós estamos em um período chuvoso. Imagine chuva com esses depósitos que nós falamos agora? Todos viram maternidade de mosquito.”
Faça parte dessa luta. Não deixe que o mosquito se prolifere. Verifique acúmulos de água em pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, caixas-d’água, tampinhas de garrafas, entre outros. Participe também e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse saude.gov.br/combateaedes.
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