Política - undefined·18 de dezembro de 2017

Camargo Corrêa denuncia suposto esquema de cartel em obras de metrôs

<p>Empreiteiras forjaram competi&ccedil;&atilde;o durante 16 anos</p>

Por Agência do Rádio
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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu um processo para investigar a suspeita de um esquema de cartel formado por empreiteiras envolvidas em licitações de projetos de metrôs em pelo menos sete estados e no Distrito Federal. A informação foi revelada nesta segunda-feira (18), após ter se tornado público o acordo de leniência da construtora Camargo Corrêa com a Justiça.

Pelos menos 21 licitações em sete estados foram comprometidas pela falsa competição

De acordo com os depoimentos e provas obtidas, pelo menos 21 licitações na Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal foram comprometidas pela falsa competição entre os grupos. O esquema teria durado de 1998 até 2014. Ao menos nove empresas estariam envolvidas, a maioria já investigadas pela Lava Jato. Além da Camargo Corrêa, as também empreiteiras Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão faziam parte do suposto esquema.

O acordo leniência é uma espécie de delação premiada para empresas. Os executivos e ex-funcionários da Camargo Corrêa estão fornecendo a justiça informações e documentos com o objetivo de colaborar com as investigações sobre o esquema.
Segundo o Cade, o cartel teve três fases históricas. No início, de 1998 a 2004, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht dividiam entre si os projetos de maior exigência técnica.

Depois, de 2004 a 2008, OAS e Queiroz Galvão entraram no esquema e os signatários começaram a utilizar os codinomes G5 e Tatu Tênis Clube, para forjar o caráter ilícito dos acordos. Cada executivo recebeu o codinome de um tenista famoso para negociar as obras.

No último período, que durou de 2008 a 2014, as empresas dialogavam mais e tentavam negociar, principalmente, as obras ligadas ao Programa de Aceleração do Crescimento, a Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos Rio 2016. Nesta fase, no entanto, a concorrência de empresas internacionais dificultou a ação do grupo.

Reportagem, Raphael Costa
 

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