A Câmara dos Deputados começou na manhã desta quarta-feira (25) a análise sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. Os três são suspeitos de organização criminosa e obstrução de justiça. Os deputados vão decidir se a denúncia será ou não encaminhada para o Supremo Tribunal Federal.
ASSISTA: Análise da denúncia contra presidente Temer e ministros
Os advogados do presidente Michel Temer e dos ministros Eliseu Padilha e Moreira franco tiveram a palavra antes do início da votação.
O advogado do Presidente Michel Temer, Eduardo Carnelós, afirmou durante o seu tempo de fala que não há provas contra o presidente. Ele ainda afirmou que Rodrigo Janot, procurador-geral, de utiliza meios sórdidos para destituir o atual presidente.
A sessão começou às nove da manhã com Bonifácio de Andrada, deputado de Minas Gerais pelo PSDB e relator da matéria, dizendo que a denúncia é falsa e esvaziada. Ele ainda afirmou que votar contra a denúncia é um ato a favor da democracia. O relator discursou durante 25 minutos.
O encerramento da discussão só poderá ocorrer caso pelo menos, 257 deputados se façam presentes.
Para a votação de fato ocorrer, são necessários no mínimo 342 deputados presentes. Os parlamentares serão apresentados em ordem alfabética, por estado, alternando do Norte para o Sul. A Secretaria-Geral da mesa afirmou que a ordem de votação dos estados será exatamente a mesma adotada durante o processo de Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Essa ordem também foi adotada durante a primeira denúncia contra Michel Temer, rejeitada na ocasião.
Se a denúncia for aceita pela Câmara, Temer será afastado por 180 dias, período em que o STF julga o caso. O presidente só perderá o cargo caso se for condenado pelo Supremo. Em caso de negação da denúncia, Temer só voltará a ser julgado após o término do mandato no fim do ano que vem.
De Brasília, Raphael Costa