Política - undefined·03 de agosto de 2018

Calheiros e Requião sofrem derrota na convenção nacional do MDB

<p>Vota&ccedil;&atilde;o que confirmou Henrique Meirelles como candidato ao Planalto ocorreu nesta quinta-feira (2)</p>

Por Agência do Rádio
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Com maioria dos votos, Henrique Meirelles foi oficializado como candidato do MDB à presidência da República. O ex-ministro da Fazenda teve 85% de aprovação na convenção nacional do partido que ocorreu nesta quinta-feira (2), em Brasília. O número supera o percentual que aprovou Temer como vice-presidente de Dilma Rousseff na última corrida presidencial. O atual chefe do Executivo teve 54% de aprovação em 2014.

Mesmo com apoio de grande parte da militância do partido, Henrique Meirelles enfrentou resistência dentro da própria legenda. É o caso dos senadores Renan Calheiros (AL) e Roberto Requião (PR).

Antes do anúncio oficial do resultado da votação, feito pelo presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), Requião criticou a candidatura de Meirelles ao afirmar que a legenda está indo na contramão.

“O ideal do PMDB é ter uma candidatura à moda antiga, do velho documento esperança e mudança. Nacionalista, desenvolvimentista e popular. Nós estamos na contramão”.

Para o senador Renan Calheiros, que deixou o evento antes mesmo do anúncio da vitória de Meirelles, o MDB precisa se reinventar.

“O fundamental é que não se homologue essa candidatura. Eu acho que o MDB tem que se reconstruir. Tem que voltar a cumprir um papel importante a partir do próximo ano, depois da eleição. Tem que defender um pacto econômico e social para o Brasil sair da crise”.

A convenção nacional realizada em Brasília reuniu diretórios do MDB de todas as regiões do país. Candidatos, pré-candidatos, secretários de estado e lideranças regionais estiveram presentes, além do presidente Michel Temer.

Em discurso após a oficialização da candidatura de Meirelles, Temer reforçou que o ex-ministro da Fazenda tem a liderança necessária para ser o próximo presidente da República.

“Uma figura que já demonstrou competência, uma figura que sabe o que faz, uma figura que apenas não diz palavras, mas da conteúdo as palavras na ação governamental. Nós não somos pigmeus, o PMDB é feito de gigantes. E o gigante que vai nos conduzir até o Meirelles”.

A candidatura de Meirelles é a primeira do MDB desde 1994, quando o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia disputou sem sucesso a corrida presidencial.

O presidente nacional do MDB, senador Romero Jucá, afirmou que o nome para vice na chapa ainda não foi definido, mas garantiu que até segunda-feira (6), data limite estabelecida pelo TSE, a indicação será divulgada. O próprio Meirelles admitiu que pode haver uma chapa "puro sangue".

Reportagem, Thiago Marcolini

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