As secretarias de Saúde e Educação de Cabo de Santo Agostinho vêm trabalhando lado a lado na conscientização da população sobre a necessidade do combate ao mosquito da Dengue. Maria Eugênia, gerente de Vigilância em Saúde, explica que uma das campanhas realizadas são visitações em escolas, para ensinar as crianças como é feita essa prevenção. Isso porque as crianças são multiplicadoras. Elas levam para casa o que aprenderam com os agentes e, por isso, começam a fazer o combate também. Mas, mesmo com todo esse esforço das secretarias, Maria Eugênia considera que ainda falta maior colaboração dos moradores. Para ela, a população não está fazendo o trabalho necessário.
“Por falta mesmo de interesse, porque o agente de saúde, de combate às endemias, quando vista o imóvel, ele dá toda orientação. E, quando ele encontra o foco, ele chama o morador e explica pro morador. E, quando encontra uma área de reservação de água inadequada, ele também orienta o morador que ele pode até fazer a reservação da água, porém tendo todos os cuidados para deixar esse recipiente totalmente vedado.”
Maria José, de 54 anos, é agente de saúde ambiental no município e conta que já contraiu a Dengue três vezes. Recentemente, foi diagnosticada com Chikungunya. Ela mora no centro da cidade e conta que teve problemas com uma vizinha, que deixava acúmulos de água na laje de sua casa e que, mesmo com vários pedidos para que a vizinha resolvesse o problema, nada foi feito. Para combater o mosquito, todo mundo tem que fazer sua parte. Não adianta Maria tomar todos os cuidados necessários, se a vizinhança não colabora. Maria José conta como foi o convívio com a doença.
“O que mais me incomodava era a dor de cabeça. Muita dor de cabeça. Muita moleza, que só era cama mesmo. Cama, cama mesmo. E muito fastio. E, com o tempo, muita coceira que só vivia debaixo do chuveiro. E, pra minimizar a coceira, eu só tomava banho quente. Quente mesmo. Aí diminuía mais a coceira. Quanto mais água fria no meu corpo, mais coçava.”
Ainda hoje Maria se queixa de dores nos joelhos. Sequelas deixadas pela Chikungunya. Faça sua parte. Combata o mosquito. Com medidas simples, você pode impedir que ele se prolifere. Fiscalize acúmulos de água em sua residência. Lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.