Saúde - undefined·04 de abril de 2018

BRASÍLIA (DF): Capital é a segunda do país com menos casos de Tuberculose

Por Agência do Rádio
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Dados de 2017 do Ministério da Saúde revelam que Brasília está no caminho certo no combate à Tuberculose. A capital é a segunda do país com menor incidência da doença, sendo de seis a cada 100 mil habitantes. Em primeiro lugar está Palmas, capital do Tocantins. Já a mortalidade em decorrência da Tuberculose é de aproximadamente 0,5% dos casos, índice bem menor que a média nacional, que é de 2,1%. Os brasilienses podem se orgulhar desses números, porém a luta continua, já novos casos continuam sendo diagnosticados. Por isso, a coordenadora do Programa Nacional de Combate à Tuberculose, Denise Arakaki, destaca que aos primeiros sinais dos sintomas, os pacientes devem buscar atendimento médico. O tratamento completo é oferecido gratuitamente pelo SUS, então não tem desculpa. A especialista ressalta que o paciente só é curado se concluir o tratamento, que dura o mínimo de seis meses.

“Uma vez que a pessoa contraiu o bacilo, não necessariamente ela vai adoecer. Ela pode ficar com esse bacilo durante muitos anos silenciosamente. Quando o bacilo se desenvolve a pessoa fica doente pela Tuberculose, que é o que a gente chama de Tuberculose ativa. No principio da doença a pessoa pode ter só tosse. Por isso que a gente utiliza a tosse como um sinal de alerta para quem possa ter Tuberculose.”

Então fique ligado. Tossiu por mais de três semanas, corra para unidade de saúde mais próxima. Outros sintomas que também devem ser observados são falta de apetite, febre no fim da tarde e suor noturno. O colombiano John Pabón, de 26 anos, reside em Brasília, no Lago Sul, há oito anos. Ele conta que iniciou o tratamento da doença no início deste ano. John explica que, no início, os sintomas são muito parecidos com os de outras doenças principalmente a gripe, e por isso ele havia sido diagnosticado duas vezes com pneumonia. Apenas depois de uma baciloscopia iniciou o tratamento correto. John, que é seminarista, comenta que ainda há um preconceito muito grande em relação à doença.

"Existe, existe sim. Eu vivi um pouco essa realidade do preconceito a respeito da doença. Por quê? Porque há um desconhecimento geral a respeito do que a doença é e como ela é tratada atualmente, no sentido de que, claro, uma das primeiras coisas pelas quais eu me preocupei, obviamente, é porque o meu modo de vida é comunitário. Ainda que seja um espaço enorme, a gente vive de modo comunitário. O tempo inteiro em contato permanente. Então, a preocupação inicial não era a doença por ela mesma, se não a possiblidade de transmissão. Só que hoje o tratamento, desde a primeira ingestão do medicamento, evita a transmissão. Isso é uma coisa que ninguém sabe. Quando outra pessoa se dá conta de que você tem Tuberculose, imediatamente tem uma reação de: ‘ih, esse cara vai me transmitir a doença.”

O que o seminarista John falou é certo. A transmissão da doença para outras pessoas é eliminada depois de quinze dias de iniciado o tratamento. Por isso, depois que o tratamento começou ele não pode ser interrompido. John continua fazendo o tratamento. Ele sabe que só assim poderá vencer a doença. E não só ele, todas as pessoas que forem diagnosticadas com Tuberculose precisam concluir o tratamento. Se não, além de não se curar, podem transmitir uma bactéria mais resistente aos remédios para as pessoas com quem convive. Fique atento. Ajude a deixar essa história no passado. Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a tuberculose. Para mais informações, acesse saude.gov.br.

#TBtemCura
 

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