LOC.: O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupa cerca de 22% do território nacional e agora vai ser monitorado. O projeto, que é coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, tem apoio do Banco Mundial e vai disponibilizar dados sobre riscos de incêndios e de desmatamento, além de apresentar as taxas de concentração de gases do efeito estufa. Mais de dois mil quilômetros quadrados vão ser monitorados e os primeiros dados serão divulgados em julho deste ano. O projeto, que recebeu mais de U$ 9 milhões, vai contar com apoio de satélites. É o que explica o coordenador de Biodiversidade e Ecossistemas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Roque Neto.
TEC./SONORA: Roque Neto, coordenador de Biodiversidade e Ecossistemas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
“Vai se utilizar de imagens de satélites, de forma maciça. Este é um projeto que traz, dentro dele, três órgãos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, três centros, traz a Universidade Federal de Minas Gerais e traz também a Universidade Federal de Goiás, de forma a atuar conjuntamente e sinergicamente na resolução deste problema que a gente está propondo resolver.”
LOC.: Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. E para o integrante da Fundação Mais Cerrado, Paulo Fiuza, vai ser muito difícil recompor um ecossistema rico como este.
TEC./SONORA: Paulo Fiuza, integrante da Fundação Mais Cerrado.
“O Cerrado tem um modelo de desenvolvimento que não foi muito adequado, nunca foi muito pesquisado para se harmonizar. Tipo a questão do agronegócio. Você deu prioridade para grandes monoculturas que trabalham de forma a ignorar, praticamente, o cerrado. Então eles desmatam de uma maneira que vai ser muito difícil recompor este ecossistema tão rico.”
LOC.: O Cerrado conta com mais de 12 mil espécies de plantas catalogadas e durante o monitoramento, os pesquisadores vão reclassificar as características da vegetação. Este mesmo projeto já é consolidado da Floresta Amazônica.
Reportagem, Cintia Moreira