SINOPSE:
O Boletim da Saúde desta semana começa falando sobre um tema complexo e muito sensível: o suicídio. Outra notícia importante que vamos tratar, diz respeito a vacina contra o HPV para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos de idade. E fechamos nosso boletim explicando um pouco sobre o novo aplicativo do SUS, que oferece diversas facilidades para a população.
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ABERTURA: Boletim da Saúde. Parceria Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.
LOC JANARY: Olá, ouvintes do Boletim da Saúde. Sejam todos bem vindos a mais nova edição do nosso programa! Eu sou Janary Damacena e vou apresentar as notícias mais relevantes da semana a respeito da saúde pública! Por isso, aproveitem as dicas e informações que são destaque no boletim, com certeza alguma delas pode servir para você ou sua família! E hoje estou aqui no estúdio com minha amiga Debora Rocha que trazer os destaques dessa edição. O que você conta pra gente hoje, Debora?
LOC DEBORA: Olá Janary e ouvintes. Para o programa de hoje vamos abordar a importância da vacinação contra o HPV para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos de idade. Também iremos explicar um pouco sobre o novo aplicativo do SUS, que oferece diversas facilidades para a população. E o Boletim da Saúde desta semana começa falando sobre um tema complexo e muito sensível: o suicídio. Para isso nós vamos chamar a repórter Aline do Valle, que fez uma reportagem especial sobre o Setembro Amarelo, que é um período marcado por campanhas de prevenção ao suicídio. Então Aline, o que podemos falar a respeito desse tema?
LOC ALINE: Pois é Debora, esse assunto ainda muito complexo de ser tratado, mas é muito importante de ser abordado. Atualmente a média nacional de suicídio no Brasil é a de cinco para cada cem mil habitantes. Isso significa que todos os anos, em média, 11 mil pessoas decidem tirar a própria vida no Brasil. Esse é um fenômeno pouco compreendido e que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades e orientações sexuais. Não sabemos exatamente quem está suscetível. Em 2017, o Ministério da Saúde divulgou dados inéditos sobre tentativas e mortes por suicídio no Brasil. Naquela ocasião, chamou atenção o número de idosos e jovens. A Ludmilla Almeida, que hoje está 18 anos, desde mais nova perdeu alguns amigos desta forma.
“Tive amigos que cometeram suicídio por não ter com quem conversar ou pelos pais acharem que aquela tristeza não era nada. Já tive de ligar para a mãe de uma amiga e explicar a gravidade da situação antes que algo ruim ocorresse. Então é claro que pensei em cometer também, mas a força que recebi da minha família sempre me impediu de cair nesse poço sem fundo”.
LOC ALINE: Apesar disso,existem formas de perceber os sintomas e ajudar quem está em uma situação como essa, como explica o coordenador Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro.
“O indivíduo que diz que quer cometer suicídio, que a vida não vale mais a pena, que ele está cansado de viver ou às vezes a mensagem vem de maneira mais velado, com o indivíduo podendo falar, por exemplo, que gostaria muito de dormir e não acordar mais. Então sempre que a gente está diante de uma situação em que você tem indícios da presença de transtorno mental, como depressão, por exemplo, é sempre importante que a família atente para isso busque conversar, acolher o indivíduo, vá com indivíduo buscar um tratamento apropriado, um profissional da área da saúde em especial profissional da área de saúde mental”.
LOC ALINE: Outra dica importante para ajudar uma pessoa que está sob risco de suicídio é encontrar um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir e realmente ouça o que essa pessoa tem a dizer sem críticas, preconceitos ou julgamentos, apenas seja um bom ouvinte e ofereça seu apoio.
LOC JANARY: Essa é uma dica muito importante mesmo Aline! Mas se você achar que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança – preferencialmente alguém indicado pela própria pessoa.
LOC DEBORA: E se você está passando por problemas e não tem com quem conversar sobre isso, é possível ligar para o Centro de Valorização da Vida, pelo número 188. O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo de forma voluntária e gratuita todas as pessoas que querem e precisam conversar. O serviço também funciona por email, chat e voip 24 horas todos os dias.
LOC JANARY: Então vamos seguir com as notícias do nosso Boletim, e falar da importância da vacinação contra o HPV para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos de idade. E quem tem mais detalhes sobre este assunto é a repórter Luiza Tiné. Qual a importância dessa vacina, Luiza?
LOC LUIZA: Janary você já imaginou pode se vacinar contra um câncer? É uma afirmação que parecia impossível, agora é real para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos de idade. Afinal, a vacina contra o HPV os protege do vírus que, em cerca de 40% dos casos, evolui para diferentes tipos de câncer como o de colo de útero, vulva, pênis, ânus e cabeça e pescoço – partes do corpo expostas a Infecções Sexualmente Transmissíveis. A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, fala da eficácia da imunização contra esses tipos de câncer.
“Nós temos a possibilidade de ter uma geração livro do câncer do colo do útero - as meninas. Cinco mulheres morrem por ano de câncer do colo do útero. Vocês têm ideia do que é isso? Eu poderei ter uma geração livre dessa doença, se eu vacinar. Lembrando que além da proteção do câncer do colo do útero, nós temos a proteção também para os meninos de câncer de pênis e câncer de ânus. Nós temos a possibilidade de proteger ambos os sexos para o câncer de cabeça e pescoço. Vocês tenham certeza que se não fizermos nada, não vacinados contra HPV, nos próximos 30 anos o câncer de cabeça e pescoço será a principal causa de mortalidade da população adulta. E nós temos uma vacina que protege contra essas doenças”.
LOC LUIZA: Mas atenção: o esquema vacinal só fica completo depois de duas doses da vacina com intervalo de seis meses entre elas. A vacina está disponível em Unidades de Saúde do país.
LOC DEBORA: Muito obrigada pelas notícias Luiza. E vale ressaltar que mais da metade dos brasileiros entre 16 e 25 anos tem o vírus do HPV – que, como ouvimos na reportagem da Luiza, é uma doença com alto risco de desenvolvimento de vários tipos de câncer. Por isso a importância da vacinação. E quem quiser saber mais informações sobre a vacina, basta acessar o site saude.gov.br/vacinahpv.
LOC JANARY: Agora vamos falar um pouco sobre tecnologia! Debora écomum no dia a dia colocarmos o máximo de informações possíveis no nosso celular. Ali fazemos transações bancárias, assistimos filmes, colocamos nossa agenda e outras atividades, não é mesmo?
LOC DEBORA: Exatamente Janary, e da mesma forma agora nós podemos ter também todas as nossas informações de saúde na palma da mão! Com o aplicativo Meu DigiSUS, do Ministério da Saúde, você acompanha consultas, vacinas, exames, acesso a ordem de chamada para consultas e muito mais, como explica o diretor do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), do Ministério da Saúde, Guilherme Telles.
“Ele é uma ferramenta que está integrada a doze sistemas de serviços de Atenção Básica. Ele [o usuário] tem todo o histórico da vida dele como paciente do SUS na palma da mão”.
LOC JANARY: O aplicativo pode ser usado por gestores dos serviços de saúde, profissionais da saúde e pela população que recebe assistência do SUS, o que facilita o acesso ao histórico da pessoa, como afirma o Guilherme Telles.
“Isso possibilita o compartilhamento de informações clínicas do paciente. Seja o paciente de São Paulo, Curitiba ou Rio de Janeiro, se precisar ser atendido fora da cidade em que vive, o médico tem acesso a todas as informações históricas, exames laboratoriais...e com isso, ele consegue ampliar em muito a atuação e ter uma resolutividade muito maior”
LOC DEBORA:Mas não precisa de preocupação, pois os dados colocados no aplicativo são sigilosos. São informações de total poder do cidadão e intransferíveis e apenas disponibilizado para o médico em questão e só o que for necessário.
LOC JANARY: E com essa notícia, nós ficamos por aqui. Muito obrigado pela audiência e obrigado pela companhia Debora. Uma ótima semana para todos e até o programa que vem.
LOC DEBORA:E para continuar acompanhando essas e outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Uma ótima semana para todos e até o próximo programa Edmar!
ENCERRAMENTO: Boletim do Ministério da Saúde. Apresentação Edmar Soares e Janary Damacena. Reportagem: Aline do Valle e Luiza Tiné. Trabalhos técnicos de Fabrício Lázaro e Ricardo Xavier. Realização Ministério da Saúde.