Saúde - undefined·11 de outubro de 2018

BOLETIM DA SAÚDE: Saiba mais sobre estresse e ansiedade

Por Agência do Rádio
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BOLETIM DA SAÚDE – PGM 124

SINOPSE:

No Boletim da Saúde desta semana vamos falar sobre estresse e ansiedade, duas palavras que têm se tornado mais frequentes entre a população. Além disso, vamos falar a respeito dos benefícios de encontrar um câncer de mama logo no estágio inicial da doença. Por fim, fechamos o boletim explicando um pouco sobre o investimento nas Comunidades Terapêuticas.

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ABERTURA: Boletim da Saúde. Parceria Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.

LOC ALINE: Olá, ouvintes do Boletim da Saúde. Eu sou Aline do Valle e é um prazer estar aqui no estúdio para apresentar essa edição do nosso programa! A partir de agora, vocês ficam com as notícias da saúde pública mais importantes desta semana! E nessa edição vamos trazer informações sobre diversos assuntos para que você e sua família tenham cada dia mais qualidade de vida. E aqui comigo, operando o estúdio da Rádio Saúde, está o Fabrício Lázaro e quem vai apresentar os destaques do programa é a Débora Rocha.

LOC DEBORA: Olá Aline e ouvintes. No Boletim da Saúde desta semana vamos falar sobre estresse e ansiedade, duas palavras que têm se tornado mais frequentes entre a população. Além disso, explicaremos um pouco sobre o investimento do Governo nas Comunidades Terapêuticas. E para começar, vamos falar sobre os benefícios de encontrar um câncer de mama logo no estágio inicial da doença. E quem tem mais detalhes sobre esse assunto é a Patrícia Cordeiro.

LOC PATRICIA: Pois é Débora, o câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento descontrolado de células, que invadem tecidos e órgãos. Elas se dividem rapidamente e são muito agressivas e incontroláveis, causando graves danos à saúde e muitas vezes levando à morte. O câncer de mama é uma dessas doenças. É um dos tipos de câncer mais comum entre as mulheres e, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa para este ano é de mais de cinquenta e nove mil novos casos. Apesar da gravidade da doença, é possível reduzir as consequências do tratamento como explica o mastologista Marcelo Bello, do Instituto Nacional do Câncer. 

“Alguns tipos de câncer de mama quando encontrados no início você pode realmente ficar livre de fazer a quimioterapia. Saiu recentemente, esse ano foi publicado o segundo resultado de um grande estudo que mostra exatamente isso: em determinado tipo de câncer de mama para pacientes que não tem comprometimento de axila, tumores até certo tamanho, elas não se beneficiavam de quimioterapia, elas podiam só ficar tratando com hormonioterapia. E aí você consegue tirar muita gente da quimioterapia por causa dessas características que o estudo mostrou que é tão eficiente quanto. Mais assim, a grande regra é: tudo que você encontra pequena é muito mais fácil tratar”.

LOC PATRICIA: Quanto mais cedo um câncer é descoberto, maiores suas chances de cura. Além disso, é possível reduzir as chances de contrair algum tipo de câncer adotando hábitos de uma vida saudável como, por exemplo, ter boa alimentação; não fumar; evitar o uso de bebidas alcoólicas; não se expor ao sol forte; usar protetor solar e praticar exercícios físicos com regularidade.

LOC DEBORA: Muito obrigada pelas informações Patrícia. Vamos seguir com as notícias do Boletim! Agora vamos tratar de Comunidades Terapêuticas, certo Aline?

LOC ALINE: É isso mesmo Débora. E se você, caro ouvinte, não sabe o que são as Comunidades Terapêuticas, vou explicar rapidamente: são instituições que acolhem dependentes de substâncias químicas que agem principalmente no nosso sistema nervoso central, o que pode alterar temporariamente a percepção, o humor, o comportamento e até mesmo a consciência. O repórter Janary Damacena acompanhou uma solenidade onde foi anunciado mais investimentos para essa área. Conta um pouco mais pra gente Janary.

LOC JANARY: Aline é exatamente isso que você falou! O objetivo dessas comunidades terapêuticas é oferecer apoio para que essas pessoas consigam interromper o uso desse tipo de substância. O próximo passo é ajudar a pessoa a organizar a retomada de sua vida social com amigos, família, emprego... Apesar de tudo isso, essas instituições não fazem parte do SUS. Elas são consideradas equipamentos da rede suplementar de atenção, recuperação e reinserção social de dependentes. Então para ajudar essas comunidades, o Governo Federal anunciou que vai ampliar em mais de 50%, o número de vagas que recebem recursos para dependentes químicos. O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, explica mais sobre essa medida.

“Essa é uma ação inédita porque o Ministério da Saúde já vinha atuando em diversas frentes, com os hospitais, com os centros de atendimento psicossocial, e agora nós nos juntamos ao Ministério do Desenvolvimento Social e ao Ministério da Justiça. Nós todos colocamos um orçamento, que coube ao Ministério da Saúde R$40 milhões de reais, à Justiça mais R$40 milhões de reais e ao Ministério do Desenvolvimento Social, R$10 milhões de reais”.

LOC JANARY: Segundo Quirino Cordeiro, que é coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, as Comunidades Terapêuticas têm um papel muito importante para a população.

“Nós estamos enfrentando um problema extremamente grave com o aumento da dependência química no país, aumento das cenas de uso aberto de drogas como as cracolândias. E o governo federal, em uma iniciativa inédita, amplia de maneira substancial, o número de vagas por acolhimento de pessoas com dependência química no Brasil. Com essa iniciativa vamos fazer frente esse grave problema de saúde pública diversificando os serviços ofertados para a população e aumentando a sua efetividade”.

LOC JANARY:Foram credenciadas 412 Comunidades Terapêuticas, de um total de 614 que se inscreveram para receber os investimentos. As entidades passaram por processo de habilitação e capacitação para ter as condições adequadas de higiene, cuidado e segurança com as pessoas em tratamento.

LOC DEBORA: Muito obrigada pelas informações Janary! Vamos então passar para a última informação do nosso programa! E eu pergunto para você, Aline, o que acontece quando, todos os dias, precisamos lidar com um número de tarefas do nosso cotidiano que parece não parar de crescer? 

LOC ALINE: A pessoa fica cada vez mais estressada e ansiosa, duas coisas que estão se tornando bem frequentes entre a população brasileira. Mas sobre isso, nós temos uma reportagem especial com o Pedro Paulo Souza.

LOC PEDRO: Olá Aline, Débora e ouvintes!Esse assunto tem ganhado muita importância, pois o acúmulo de situações estressantes prejudica a saúde da mente podendo desencadear transtornos mentais que, na maioria dos casos, começa antes dos 14 anos de idade, como apontam dados da Organização Mundial de Saúde. E existe uma relação entre o estresse repetitivo e os transtornos mentais, quem explica é o coordenador de saúde mental do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro.

“Qualquer tipo de situação que leve o indivíduo a ser submetido a uma situação de estresse crônico – você tem uma demanda sobre o indivíduo, o indivíduo precisa dar conta daquela demanda e ele tem condições mais limitadas de fazer frente aqueles desafios que lhe são impostos. Sempre que isso acontece, isso acontece de maneira crônica e duradoura o indivíduo está mais sujeito a apresentar transtornos mentis de maneira geral, principalmente quadros de depressão e ansiedade”.

LOC ALINE:Entre os quadros de ansiedade está o transtorno do pânico que, uma vez identificado, deve ser tratado imediatamente. Isso porque o atraso no tratamento pode desencadear outros quadros como explica Quirino Cordeiro:  

“Não é incomum que o indivíduo apresente um quadro que a gente chama de agorafobia – que é uma dificuldade de se expor a situações onde ele acha que pode ter um ataque de pânico. Então, muitas vezes o indivíduo começa a ficar mais isolado, tem dificuldade de sair, porque ele acha que vai ter um ataque de pânico num contexto que ele não vai conseguir ajuda”. 

LOC ALINE:Para evitar esse tipo de situação é importante procurar auxílio de um profissional de saúde especializado caso.  Em geral, os sintomas estão ligados ao aumento da frequência cardíaca, tontura e sensação de medo. 

LOC DEBORA:Muito obrigada pelas informações Pedro. E é importante a gente ressaltar que o SUS disponibiliza assistência psicológica aos pacientes e seus familiares por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Se você precisar de ajuda, procure o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou uma unidade de saúde da sua cidade.

LOC ALINE: Quer saber mais sobre algum tema das nossas reportagens? Você pode encontrar acessando nossa playlist no SoundCloud.com/ministeriodasaude. E assim termina o nosso Boletim desta semana. Muito obrigada pela audiência e obrigada pela companhia Debora. Uma ótima semana para todos e até o programa que vem.

LOC DEBORA:E para continuar acompanhando outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Uma ótima semana para todos e até o próximo programa Aline!

ENCERRAMENTO: Boletim do Ministério da Saúde. Apresentação Débora Rocha e Aline do Valle. Reportagem: Janary Damacena, Pedro Paulo Souza e Patrícia Cordeiro. Trabalhos técnicos de Fabrício Lázaro e Rafael Santos. Realização Ministério da Saúde.

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