Saúde - undefined·11 de maio de 2018

BOLETIM DA SAÚDE: Saiba mais a respeito da assistência humanizada à gestante

Por Agência do Rádio
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SINOPSE:

O Boletim da Saúde vai explicar qual o papel da família para que uma pessoa possa doar órgãos e salvar vidas.  Além disso, com o mês das mães, vamos desvendar alguns mitos a respeito da assistência humanizada à gestante. Por fim, o nosso programa vai dar um aviso importante: o Ministério da Saúde está mobilizando toda a população que precisa se vacinar contra a gripe.

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ABERTURA: Boletim da Saúde. Parceria Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.

LOC EDMAR: Olá, muito bem vindos ouvintes do Boletim da Saúde. Eu sou Edmar Soares e a partir deste momento nós vamos começar mais um programa que tem o objetivo de ajudar a melhorar a qualidade de vida da nossa população. Então eu gostaria de convidar você a acompanhar as notícias desta semana, em que trazemos as principais ações do Governo Federal com informações úteis sobre saúde pública. E eu estou aqui no estúdio da Rádio Saúde com minha colega Débora Rocha que vai nos falar quais são os destaques desta edição.

LOC DEBORA: Olá Edmar e ouvintes, na edição de hoje vamos explicar a importância da família para que uma pessoa possa doar órgãos e salvar vidas.  Além disso, como maio é considerado o mês das mães, vamos desvendar alguns mitos a respeito da assistência humanizada à gestante. E para abrir nosso programa de hoje, vamos dar um aviso muito importante: o Ministério da Saúde está mobilizando toda a população que precisa se vacinar contra a gripe. E quem tem mais informações sobre isso é o repórter Janary Damacena, que está aqui no estúdio da Rádio Saúde conosco. Diga aí Janary.

LOC JANARY: Então Débora, a campanha de vacinação contra a gripe está acontecendo em todo país para proteger a população alvo que deve receber uma dose da vacina. Esse público é formado por crianças de seis meses até cinco anos incompletos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, mulheres até 45 dias após o parto; população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas com doenças crônicas ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores da rede pública ou privada. É importante ressaltar que quanto mais rápido a pessoa for vacinada, mais rápido ficará protegida da doença, uma vez que existe um tempo entre receber a vacina e ficar livre da gripe, como explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

“Quando eu recebo a vacina, eu demoro em torno de dois a três dias, e é nesse momento em que eu posso ter a febre, a dor local, um pouco de mal estar, que é quando o organismo está iniciando a produção de anticorpos. E por isso que dá essas reações. Mas mesmo assim, não é a partir do terceiro dia que eu estou protegido, porque o organismo ainda vai demorar mais alguns dias para completar a proteção e criar os anticorpos necessários para a proteção contra a doença. E esse período vai variar entre 10 a 15 dias”.

LOC JANARY:A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 54 milhões de pessoas até 1º de junho, mas até agora apenas 11 milhões de pessoas receberam a vacina em todo o país. A transmissão do vírus da gripe ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias, de uma pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. 

LOC DEBORA: Muito obrigado pelas informações Janary. E vale a pena ressaltarmos que a Organização Mundial da Saúde é que faz a avaliação de quais são os principais vírus que estão circulando para que as vacinas sejam mais eficazes contras esses tipos. Por isso que mesmo que você tenha tomado a vacina no ano passado ou em anos anteriores, é preciso tomar outra dose da vacina este ano se você for participante dos grupos prioritário definidos pelo Ministério da Saúde

LOC EDMAR: E vamos seguir com o nosso giro de notícias para falar de um assunto que é importante para ajudar a salvar vidas por todo o Brasil: A doação de órgãos. Muitas vezes essa é a única esperança para milhares de pessoas, mas é pouco conhecido pelos brasileiros que a família deve ser comunicada que o familiar tem desejo de ser doador de órgãos. E a Rádio Saude fez uma reportagem especial sobre esse assunto. Então Erika, conte mais sobre isso para os nossos ouvintes. 

LOC ERIKA: Pois é, Edmar. É muito importante que a pessoa com interesse em ter seus órgãos doados avise essa intenção para a família, pois no final das contas é o ‘sim’ dos familiares que vai ser fundamental para essa doação acontecer, e ela pode salvar até oito vidas. Alexandre Barroso, publicitário de 56 anos, três vezes transplantado, hoje viaja o Brasil com o projeto Jornada Asas do Bem, para informar as pessoas sobre essa obrigatoriedade.

“O transplante de fato é o renascimento. A única forma de ser doador hoje é conversar com sua família, avisar a sua família que você é doador e que você quer ser doador, porque quem vai ter que autorizar. E a lei hoje no Brasil é assim: só quem faz a doação são os familiares”.

LOC ERIKA: As palestras de Alexandre são organizadas pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas. Avianca, Azul, Gol e Latam, juntas, transportam gratuitamente, em voos comerciais, órgãos, tecidos, equipes médicas e outros insumos necessários para o funcionamento do Sistema Nacional de Transplantes. Para Alexandre, além do setor privado, a sociedade também precisa se engajar nas campanhas.

“A campanha de doação de órgão precisa sair um pouco da mão do Estado. Eu acho que o Estado faz a parte dele. Há muito que se fazer ainda. Os hospitais, os médicos, os enfermeiros são uns anjos que nos atendem e já fazem. O Ministério faz um trabalho muito sério. Mas, eu acho que é hora da sociedade trazer pra si um pouco dessa competência”.

LOC ERIKA: Só no primeiro trimestre deste ano, as empresas áreas transportaram 87% dos órgãos ou tecidos doados, em 1.091 voos.

LOC EDMAR: Muito obrigado pela sua participação Erika. E para completar a informação, a Força Área Brasileira também reforça o transporte de órgãos e tecidos, levando esperança para as mais de 34 mil pessoas na fila de transplantes.

LOC DEBORA: E antes de finalizar o nosso programa de hoje, vamos aproveitar que maio é o mês das mães, para explicar um pouco mais a respeito da assistência humanizada à gestante. Para isso, a nossa repórter Aline do Valle foi atrás de algumas respostas para ajudar as futuras mães. É com você Aline.

LOC ALINE: Exatamente Débora, no mês em que comemoramos o dia das mães, o Ministério da Saúde decidiu apresentar às futuras mamães opções para um parto seguro e humanizado. Por isso, eu entrevistei a enfermeira obstétrica Amanda de Vico da coordenação geral de Saúde da Mulher, que explicou que toda mulher tem direito a um acompanhante durante todo o período do parto.

“Existe uma lei federal, - a Lei 11108 01 - que fala sobre a entrada do acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. Essa lei fala que o acompanhante é de livre escolha da mulher. Ou seja, pode ser do sexo masculino ou feminino. Porque muitos hospitais barram a entrada do homem e ele pode sim tá acompanhando a mulher. Pode ser um adolescente e o hospital não pode exigir que esse acompanhante tenha feito algum curso no pré-natal pra poder entrar. Então, com ou sem curso o esse acompanhante pode entrar.”

LOC ALINE: E se o acompanhante não conseguir entrar, pode procurar a ouvidoria do hospital ou a ouvidoria do SUS para fazer a reclamação. Além disso, a enfermeira obstétrica Amanda de Vico explica qual diferença entre os Centros de Parto Normal e as Casas de Parto.

“A primeira normativa do Ministério da Saúde que fala sobre o Centro de Parto Normal é de 1999. E essa normativa falava do Centro de Parto Normal Autônomo, que acabou sendo denominado pela comunidade como Casa de Parto. Mas, na verdade é o mesmo ambiente. Centro de Parto Normal e Casa de Parto é o mesmo estabelecimento de saúde. Tem o mesmo propósito de ter um espaço físico planejado pra garantir a privacidade e também um processo de trabalho diferenciado”.

LOC ALINE: O parto humanizado faz parte da Rede Cegonha do governo federal que proporciona às mulheres qualidade de vida e bem estar durante a gestação, parto, e até os primeiros dois anos de vida da criança.

LOC EDMAR: Muito obrigado pelas informações Aline. E com essa notícia chegou a hora de nos despedirmos e encerrar o programa desta semana. Obrigado a você que nos acompanhou em mais esta edição do Boletim da Saúde. Obrigado pela companhia e uma ótima semana. Até o programa que vem Débora.

LOC DEBORA: Muito obrigado Edmar. E para continuar acompanhando essas e outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Uma ótima a todos e até o próximo programa Edmar!

ENCERRAMENTO: Boletim do Ministério da Saúde. Apresentação Débora Rocha e Edmar Soares. Reportagem Janary Damacena, Erika Braz e Aline do Valle. Trabalhos técnicos de Fabrício Lázaro e Ricardo Xavier. Realização Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.

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