Olá, ouvintes do Boletim da Saúde. Muito bem vindos a mais nova edição do nosso programa! Eu sou Janary Damacena e a partir de agora convido todos a acompanharem as notícias que são destaque na saúde pública e saber um pouco mais sobre as ações do Governo Federal para melhorar a sua qualidade de vida! E para isso eu estou com minha colega Débora Rocha que vai nos apresentar esses destaques! Fala pra gente Débora.
Olá Janary e ouvintes. O nosso programa de hoje vamos falar sobre doenças raras, que são enfermidades não muito comuns entre a população, mas que atingem entre 6% a 8% dos brasileiros. Por isso, nós vamos conversar um pouco sobre algumas dessas doenças, e apresentar um panorama geral das opções de assistência disponíveis no SUS. Além disso, vamos falar sobre a obesidade em jovens entre 18 e 24 anos, que nos últimos dez anos cresceu em 110%. E para começar o programa de hoje, vamos chamar a repórter Aline do Valle, que vai nos contar um pouco mais sobre este assunto.
Pois é Débora, um em cada cinco brasileiros é obeso. Mas a boa notícia é que desde 2016 esse número não mudou o que aponta para uma mudança dos hábitos de vida da população. Veja só: nos últimos dez anos o consumo de frutas e hortaliças em pelo menos cinco dias da semana cresceu cerca de 5%; a prática de atividades físicas aumentou 24%. E, ao mesmo tempo, o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas, como sucos de caixinha, por exemplo, caiu em quase 53%! O problema é que ao fazer a análise por faixa etária, encontramos um cenário alarmante: nos últimos dez anos, o número de jovens entre 18 e 24 anos que sofrem de obesidade cresceu em 110%. O consumo de alimentos artificiais e a falta da prática de atividades físicas estão atrelados aos hábitos dessa faixa etária, por isso, segundo a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças Crônicas do Ministério da Saúde, Fátima Marinho, esses costumes podem custar caro em um futuro próximo.
“Ele vai mudando de faixa etária e ele vai cada vez mais ganhando mais peso por causa do hábito alimentar que adquirido quando jovem. E isso vai gerar obesidade. E a obesidade é risco para diabetes, hipertensão arterial e leva a problemas cardíacos, por exemplo, a insuficiência cardíaca; ou até insuficiência renal - que é da própria diabetes também. Além de ser risco para câncer também”.
Até 2019, o Ministério da Saúde pretende reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, e ampliar em cerca de 18% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.
Muito obrigada pela participação Aline. Vale lembrar que o Ministério da Saúde tem adotado medidas para melhorar a qualidade dos alimentos vendidos nos mercados, como a redução do sódio nos produtos alimentícios, que em quatro anos já possibilitou a retirada de mais de 14 toneladas de sódio de diversos produtos.
Que ótima notícia hein Débora! E vamos continuar nosso giro de notícias para falar a respeito das doenças raras. Mas claro que nesse programa não podemos comentar as diversas doenças existentes. Mas daremos um panorama geral falando do conceito, das opções disponíveis no SUS e de como é importante que as famílias de pessoas com esse tipo de diagnóstico procurem apoio.
E pra gente ter uma ideia do que é isso, Janary, precisamos explicar antes que as doenças raras atingem cerca de 6% a 8% da população brasileira, e esses números representam de 11 a 13 milhões de pessoas. E para saber o que é doença rara, nós vamos ouvir o Eduardo Gomes, da Coordenação de Geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde.
“Atualmente Brasil ele adota o conceito de doença Rara da Organização Mundial da Saúde do MS definir como doença Rara aquela que afeta pelo menos 65 pessoas a cada 100 mil pessoas. E, no geral, as doenças raras ela tem como elas são geralmente elas são crônicas degenerativas. Muitas delas podem levar a óbito caso não haja uma intervenção que controla o avanço na progressão daquela doença que são doenças. Algumas delas incapacitantes muitas as pessoas não conseguem levar uma vida com trabalho normal nela tem que ter determinados cuidados maior ou menor grau”.
Débora sabia que existem de seis a oito mil tipos de doenças raras no mundo? É muito! E algumas dessas doenças ficaram bem conhecidas por afetarem pessoas de destaque na sociedade. Por exemplo, a atriz Cláudia Rodrigues que teve Esclerose Múltipla. O cientista Stephen Hawking que viveu por muitos anos com ELA – esclerose lateral amiotrófica. Desde 2014, a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras busca opções de assistência . É o que explica Eduardo Gomes, da Coordenação de Geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde.
“Essa política envolveu uma série de portarias. Algumas portarias que instituíram alguns procedimentos diagnósticos de biologia molecular ou de citogenética, por exemplo, para o diagnóstico específico de algumas doenças raras. A gente também instituiu no âmbito do SUS o procedimento de aconselhamento genético e a gente organizou a rede que vai suportar e vai acolher num primeiro momento as pessoas com suspeita de doença rara. Então a gente tem a Portaria nº 199 de 2014 que define essa política e ela lança, além desses procedimentos, a possibilidade dos estados e municípios terem serviços específicos voltados pro acolhimento das pessoas com doenças raras que são serviços de referência em doenças raras e o serviço especializado em doenças raras. Hoje, no Brasil, de 2014 para cá a gente tem sete centros habilitados em todo país e mais cerca de 10 a 12 sendo avaliados pela nossa Coordenação de Atenção Especializada para habilitação”.
E apesar de não haver medicamentos específicos para todas as doenças raras, a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com essas Doenças possibilita outros tipos de acompanhamento tanto para aqueles que já receberam o diagnóstico quanto para quem ainda busca uma resposta, como explica o Eduardo.
“Quando a gente fala em tratamento para doenças raras a gente tá pisando num terreno pouquinho mais e irregular. Dessa 6 a 8 mil doenças raras das quais a gente chama aqui que se existem no mundo, a gente deve ter o quê tratamento medicamentoso disponível para cerca de 100 delas somente. Então na maioria dos outros casos está falando de um acompanhamento e reabilitação, fisioterapêutica, fonoaudiologia com também auxílio dos profissionais do serviço social. E todos os cuidados que requerem e que são o que são necessários para manter e evitar o avanço na progressão daquela doença. A gente tá falando de doenças crônicas e as pessoas elas têm o seu cuidado já instituído na rede – previamente à publicação dessas Portarias”.
E com essa explicação chegou a hora de nos despedirmos e encerrar o programa desta semana. Obrigado pela companhia Janary, e também a você que nos acompanhou em mais esta edição do Boletim da Saúde. Uma ótima semana para todos e até o programa que vem. E para continuar acompanhando essas e outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Uma ótima semana para todos e até o próximo programa Débora!
Boletim do Ministério da Saúde. Apresentação Débora Rocha e Janary Damacena. Reportagem Aline do Valle. Trabalhos técnicos de Fabrício Lázaro e Ricardo Xavier. Realização Ministério da Saúde.