SINOPSE:
O Boletim da Saúde desta semana destaca a convocação de 10 milhões de adolescentes para se vacinar contra meningite C e HPV. Além disso, explicaremos que o desenvolvimento infantil também está ligado às roupas que usa, mais especificamente tratando dos calçados infantis. Por fim, durante este mês de março, o Ministério da Saúde faz homenagens às mulheres atuantes no SUS que se esforçam diariamente para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros.
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ABERTURA: Boletim da Saúde. Parceria Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.
LOC EDMAR: Olá ouvintes do Boletim da Saúde! Eu sou Edmar Soares e gostaria de convidar a todos para nos acompanhar nesta edição em que vamos apresentar as principais ações do Governo Federal para melhorar a saúde da população! E para começar o nosso Boletim, eu estou ao lado da minha colega Débora Rocha que vai apresentar os destaques da semana.
LOC DÉBORA: Olá Edmar e ouvintes. Neste programa vamos falar sobre a convocação de 10 milhões de adolescentes para se vacinar contra meningite e HPV. Além disso, durante este mês de março, o Ministério da Saúde faz homenagens às mulheres atuantes no SUS que se esforçam diariamente para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. E para abrir o nosso programa, vamos explicar por que o desenvolvimento infantil também está ligado às roupas que a criança usa, mais especificamente tratando dos calçados infantis. O repórter Janary Damacena é quem traz essas informações. Conta pra gente Janary, qual a relação dos sapatos infantis no desenvolvimento das nossas crianças?
LOC JANARY: Pois é Débora, a forma como as crianças se desenvolvem não está ligada apenas aos conhecimentos que elas absorvem do mundo ao seu redor ou da boa alimentação que recebem. O vestuário é um fator que pode influenciar muito mais do que se pode imaginar, pois uma escolha inadequada do tipo de calçado pode atrapalhar no aprendizado do caminhar da criança mais nova ou mesmo causar dores nos pés em crianças maiores. Para isso, eu entrevistei o doutor Pedro Henrique Mendes, que é coordenador do grupo de ortopedia pediátrica do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Ministério da Saúde, e ele deu algumas dicas de como escolher o melhor tipo de sapato para as crianças.
“Os calçados têm que ser do tamanho adequado para o pé da criança, eles devem ser flexíveis, ou seja, eles devem ser moles, macios. Os pais podem evitar, também, os calçados muito pesados, eles devem ser leves para que não atrapalhem a desenvoltura da criança. Quanto maior peso tiver o calçado, mais difícil vai ser pra criança andar. E a mães não devem ceder ao apelo das filhas e dar calçados com salto pra elas”.
LOC JANARY: Ainda segundo o Pedro Mendes, é muito importante evitar as marcas que fazem propagandas de sapatos com salto para meninas, pois eles podem gerar muitas dores nas pernas e nos pés em uma idade importante de desenvolvimento.
LOC DÉBORA: Muito obrigada pelos detalhes Janary! E vale destacar que criança não deve usar salto em nenhuma situação antes dos 12 anos de idade.
LOC EDMAR: É realmente importante zelar pelo bom desenvolvimento das nossas crianças, Débora. Mas vamos seguir nosso giro nacional e falar sobre a campanha de vacinação dos 10 milhões de adolescentes contra meningite C e o HPV. Nosso repórter Luiz Philipe Leite está aqui no estúdio e acompanhou o lançamento dessa campanha. Explica pra gente um pouco mais sobre esse assunto Luiz.
LOC LUIZ: Esse é um assunto que precisa de bastante atenção mesmo Edmar, pois, no Brasil, são estimados 16 mil casos de câncer do colo do útero por ano e 5 mil mortes de mulheres devido ao HPV. Mais de 90% dos casos de câncer anal e 63% dos cânceres de pênis são atribuíveis a essa infecção. E a vacina vai ajudar a combater todas essas doenças. Por isso, você garota de 9 a 14 anos e você, garoto de 11 a 14 anos, procure a sala vacinação mais próxima. Sua saúde precisa ser protegida com as vacinas contra o HPV e contra a Meningite C. Melhor ainda, peça para o diretor ou diretora da sua escola disponibilizar as vacinas onde você estuda, que é uma recomendação do ministro da Saúde, Ricardo Barros.
“Na escola podemos fazer ampla cobertura dessa faixa etária e garantir que o HPV cai a níveis baixos no Brasil. Nós estamos com níveis muito altos, acima de 50%. Então é realmente uma ação importante a ser feita para evitar que essas pessoas desenvolvam câncer no futuro. Vamos insistir para a ampla cobertura vacinal. E o Saúde na Escola é o grande instrumento para isso”.
LOC LUIZ: O presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Mauro Junqueira, reforça a importância desse trabalho de vacinação nas escolas.
“Vai fazer um trabalho com os 5570 municípios (...) para que todas as escolas possam participar desse processo. É importante a gente ter uma cobertura muito grande dessa população-alvo”.
LOC LUIZ: A estimativa do Ministério da Saúde é que por, todo o Brasil, 10 milhões de adolescentes devem ser vacinados contra a Meningite C e contra o HPV.
LOC DÉBORA: É verdade Luiz, e a participação das escolas é fundamental para reforçar a adesão dos jovens à vacinação e, consequentemente, promover a redução dessas doenças. Então esse é um alerta para os pais também, para que não deixem para depois. A proteção deve ser agora!
LOC EDMAR: E vamos passar para a última notícia do nosso Boletim da Saúde. Durante o mês de março, período conhecido como “mês da mulher”, o Ministério da Saúde faz homenagens às mulheres atuantes no SUS que se esforçam diariamente para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. Quem vai nos contar a história dessa semana é a repórter Erika Braz.
LOC ERIKA: Olá Edmar! Desta vez, vocês vão conhecer a trajetória da Lourdes de Souza Maia, que atualmente trabalha coordenando pesquisas clínicas do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos do laboratório Biomanguinhos da Fiocruz. O currículo da Lourdes impressiona! A paraibana, de 67 anos, é formada em medicina, possui mestrado em saúde pública e por dez anos foi a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. Como ela mesma gosta de definir, toda sua atuação na área da saúde foi guiada por uma missão maior: a de ajudar a melhorar a qualidade de vida de todos os brasileiros.
“Toda a minha vida foi muito pautada no sentido de servir ao povo, essa é a minha missão. Eu me formei como médica para servir à população brasileira. Eu tive um curso com o que eu não gastei, foi uma faculdade pública. Então eu tenho que retornar, em termos de serviço, para a população. E quando eu aceitei ser coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, eu vi uma grande chance de fazer esse trabalho, eu me empenhei e eu fiz com muito amor”.
LOC ERIKA: Ainda segundo a médica, todo trabalho desempenhado por ela sempre teve ajuda de pessoas que também queriam o melhor para a saúde da população. E isso foi um diferencial.
“Talvez pelo querer fazer, eu sempre fui rompendo barreiras e sempre contei com as pessoas, que talvez, ao verem alguém que quer fazer, que busca fazer, ela é ajudada. Então eu tive muita ajuda da sociedade brasileira de pediatria, tive ajuda do exército. Da aeronáutica, que implantou a operação gota, para que a gente pudesse seguir nas áreas ribeirinhas que antes não tinham (vacinação), os navios da marinha que passavam a cada dois meses vacinando”.
LOC ERIKA: Neste mês da mulher, o Ministério da Saúde agradece a Lourdes e a todas as mulheres atuantes no SUS que se dedicam diariamente para promover a saúde da população.
LOC DÉBORA: E agora chegou o momento de nos despedirmos e encerrar o programa desta semana. Obrigado a você que nos acompanhou em mais esta edição do Boletim da Saúde. Lembrando que para continuar acompanhando essas e outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Até o próximo programa, Edmar!
LOC EDMAR: Valeu, Débora, até o próximo boletim! E uma ótima semana para você e para todos os ouvintes que acompanham as ações do Ministério da Saúde pelo Brasil.
ENCERRAMENTO: Boletim do Ministério da Saúde. Apresentação Débora Rocha e Edmar Soares. Reportagem Erika Braz, Janary Damacena e Luiz Philipe Leite. Trabalhos técnicos de Fabrício Lázaro e Ricardo Xavier. Realização Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.