Saúde - undefined·21 de dezembro de 2018

BOLETIM DA SAÚDE: Importância do uso dos óculos

Por Agência do Rádio
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Olá, ouvintes do Boletim da Saúde. É uma grande satisfação ter a atenção de vocês para ouvir as notícias mais importantes sobre saúde pública com informações que podem ajudar a você, sua família, amigos ou um conhecido. Eu sou Aline do Valle e aqui no estúdio comigo, está o Rafael Santos operando a mesa de som e a jornalista Débora Rocha que vai apresentar os destaques deste programa. Débora, qual o resumo da última semana?

Olá todos vocês que estão acompanhando o Boletim da Saúde! Aline, no Boletim da Saúde desta semana vamos falar dos perigosos efeitos da exposição solar – como insolação e câncer de pele; da relação entre a fimose e o câncer de pênis; também da importância do uso dos óculos – de correção, descanso ou mesmo de sol. E, por fim, falaremos quais estados brasileiros receberam carros adaptados para auxiliar no transporte de pessoas com deficiência. E quem abre nosso boletim é o repórter Rafael Brito.

Débora, com a chegada do verão precisamos ficar ainda mais atentos com o tempo de exposição ao sol. Isso porque, um dos problemas frequentes – principalmente para quem vai passar as férias em clubes com piscina ou em praias – é a insolação. Entrevistamos a dermatologista Renata Figueira que explicou os maiores riscos da insolação para o corpo.

“Na verdade os riscos maiores são pela desidratação grave que este longo período de exposição solar precipitou. Inclusive com a geração de sintomas como dores de cabeça, vômitos, diarreia, perda de consciência também, a queda da pressão; além dos sintomas de calor, de suor intenso, de febre, de queimação, de dor na pele com a formação de bolhas sobre a pele – não só um vermelho  até queimadura de terceiro grau com a formação até de necrose da pele”.

Saber como agir em caso de insolação é essencial e pode reduzir os sintomas de desconforto da vítima até que chegue o socorro ou que seja levada ao hospital. Por isso, fique atento às dicas da dermatologista:

“O que que a gente deve fazer então – seriam os primeiros cuidados. Remover a pessoa para um local fresco - colocar o ventilador, ou na sombra. Remover o máximo possível de roupa dessa pessoa. Procurar (se ela tiver consciente) elevar a cabecinha dela numa posição de repouso. Oferecer bastante água fria ou gelada se for possível - se ela não estiver vomitando. Você pode também colocar compressa de água fria ou gelada na testa da pessoa, no pescoço, nas dobras - como axilas e virilhas. Tão logo seja possível, imergir essa pessoa em um banho frio ou, se não for possível, envolver essa pessoa em roupas encharadas [com água]”.

E para entender mais a respeito da insolação, basta acessar: saude.gov.br/insolação.

Obrigada, Rafael. E a gente continua o programa alertando sobre os efeitos maléficos da exposição excessiva ao sol. O Câncer de Pele é um desses resultados. Afinal, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer – INCA - ele faz parte de cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. E quem nos traz mais informações a respeito da doença é a repórter Patrícia Cordeiro. Olá, Patrícia.

Olá Aline, olá Débora. Pois é, o câncer de pele atinge um número expressivo da população. Mas é importante saber classificar a doença. Isso porque, ele está dividido em duas categorias: melanoma e NÃO melanoma. Os cânceres do tipo NÃO melanoma apresentam altos índices de cura, se forem detectados e tratados precocemente. Entre os tumores de pele, é o mais frequente e de menor mortalidade, porém, se não tratado adequadamente pode deixar mutilações bastante expressivas na orelha, nariz, boca...que são os locais mais comuns.

Já o melanoma é mais perigoso. Pode aparecer em qualquer parte do corpo, na forma de manchas, pintas ou sinais. Ele é mais frequente em indivíduos de pele branca. Naqueles de pele negra, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés. O MELANOMA é um mais grave porque com ele vem o risco de metástase, ou seja, a propagação do câncer para outros órgãos do corpo.

De acordo com Dolival Lobão, dermatologista chefe do Setor de Dermatologia do Instituto Nacional do Câncer, o sol é o principal vilão quando o assunto é câncer de pele. E ele deixa uma dica essencial para evitar a doença.

“Fugir do sol. Sempre ideal fugir e uma das maneiras é a aplicação do filtro solar que deve ser feita meia hora antes da exposição. E deve ser reaplicada a cada duas horas. E hoje em dia existem algumas camisetas que são confeccionadas já com filtro solar que fazem uma proteção bastante interessante”.

Se na sua pele surgir alguma ferida que não cicatriza em um prazo de duas semanas, procure um profissional de saúde. E se você tem pintas ou sinais de nascença, fique atento – elas não podem alterar o formato, textura e nem a cor. Caso isso aconteça, procure o auxílio de um profissional especializado.

Obrigada pelas informações, Patrícia. E a gente segue agora dando dicas para o público masculino – seja idoso, adulto ou criança. Falaremos da relação entre a fimose e o câncer de pênis. Para isso, convidamos o repórter Pedro Paulo Souza. Bem-vindo Pedro.

Olá, Débora. Olá aos ouvintes. Recebe o nome fimose o excesso de pele que recobre o pênis e a glande. O coordenador da Saúde do Homem do Ministério da Saúde Francisco Norberto, explica de que forma ela pode ser percebida.

“Se ele não consegue por exemplo, puxar a pele para expor toda a cabeça do pênis – a glande – é sinal de que ali tem uma fimose. A fimose é geralmente quando não há a exposição da glande – que é a cabeça do pênis  - de foram adequada e a pessoa não consegue fazer a higiene do pênis”.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer a falta de higiene adequada da glande é um dos principais fatores para o câncer de pênis. A fimose, também pode trazer problemas no desempenho sexual para homens adultos e dor ou inflamação em meninos pequenos. Caso haja sinais de fimose, procure a unidade de saúde mais próxima ou converse com um especialista. Para saber mais acesse saude.gov.br.

E para encerrar o programa, vamos chamar a repórter Gabriela Rocha que vai nos ajudar a entender a importância do uso correto dos óculos. Olá, Gabriela.

Oi Aline, oi Débora. Olha só: dados da Organização Mundial da Saúde apontam que no mundo existem 217 milhões com deficiência visual moderada a grave. E em torno de 188 milhões têm deficiência visual leves. Em grande parte dos casos, o óculos é o item essencial para evitar lesões mais graves, como explica a oftalmologista Maria Aparecida Onuki Hadad.

“Hoje, a Organização Mundial da Saúde considera que a principal causa de deficiência visual, principalmente de baixa visão, é a falta de acesso à avaliação do grau e ao acesso a óculos para correção. Isso mundialmente. ENTÃO, nós precisamos considerar que se a pessoa não tem os óculos necessários para a correção do grau que ela tem – seja miopia, astigmatismo, hipermetropia. Muitas vezes, dependendo da intensidade do grau ela vai ter a funcionalidade e as dificuldades de uma pessoa com deficiência visual”.

O Sistema Único de Saúde oferece aos usuários tratamento em reabilitação visual e órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção visuais entre estes estão os óculos para as pessoas com deficiência visual. Para saber mais acesse: saude.gov.br.

Obrigada, Gabriela. E com essa última informação chegou ao fim o nosso programa. Para saber mais sobre algum tema do nosso programa, basta acessar nossa playlist em SoundCloud.com/ministeriodasaude. Muito obrigada pela companhia Débora. Uma ótima semana para todos e até o programa que vem.

E para continuar acompanhando outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Uma ótima semana para todos e até o próximo programa Debora!

Boletim do Ministério da Saúde. Apresentação Débora Rocha e Aline do Valle. Reportagem: Rafael Brito, Patrícia Cordeiro, Pedro Paulo Souza e Gabriela Rocha. Trabalhos técnicos de Fabrício Lázaro e Rafael Santos. Realização Ministério da Saúde.

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