Saúde - undefined·23 de fevereiro de 2018

BOLETIM DA SAÚDE: Conheça estratégia dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica

Por Agência do Rádio
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SINOPSE:

O Boletim da Saúde apresenta o investimento de dois milhões de reais do Ministério da Saúde em uma pesquisa com células-tronco para encontrar novas estratégias de tratamento para a Esclerose Lateral Amiotrófica, conhecida como ELA. Além disso, aborda a estratégia dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica do Ministério da Saúde, chamado NASF, que leva o atendimento para perto da população com diversas especialidades. Por fim, o Boletim da Saúde mostra  a situação de municípios inscritos no Banco de Preços em Saúde, atualizada nesta semana, apresentado o total de 3.524 municípios cadastrados até a última segunda-feira.

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ABERTURA: Boletim da Saúde. Parceria Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.

LOC EDMAR: Olá ouvintes do Boletim da Saúde! Eu sou Edmar Soares e gostaria de convidar a todos a nos acompanhar em mais um programa, aonde vamos apresentar as principais ações do Governo Federal para melhorar a saúde da população brasileira! E para trazer os destaques desta semana estou no estúdio com Débora Rocha, que vai nos apresentar as medidas desenvolvidas pelo Ministério da Saúde. Diga aí Débora.

LOC DÉBORA: Olá Edmar e ouvintes. No boletim dessa semana vamos apresentar a atualização sobre a situação da febre amarela no país, com dados que vem de estados e municípios. Além disso, vamos explicar o que é a estratégia dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica do Ministério da Saúde, chamado NASF, que está ajudando a melhorar a qualidade de vida da população levando atendimento especializado para perto do cidadão. E para começar essa edição, vamos contar sobre o investimento de dois milhões de reais que o Ministério da Saúde está realizando em uma pesquisa com células-tronco para encontrar novas estratégias de tratamento para a Esclerose Lateral Amiotrófica, conhecida como ELA. E o repórter Janary Damacena esta aqui no estúdio para falar com a gente sobre o assunto. É com você Janary.

LOC JANARY: É isso mesmo Débora, o projeto é um estudo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), e a pesquisa com células-tronco está sendo financiada com recursos do Ministério da Saúde para promover melhoria na qualidade de vida e no tratamento de pacientes que têm a doença. Atualmente, o único tratamento disponível ajuda a diminuir o desconforto dos pacientes, mas não reduz de forma significativa a progressão da esclerose. Com o investimento, vai ser possível criar um laboratório para desenvolver pesquisas com células-tronco de pacientes para investigar quais outros remédios poderiam trazer resultados, como explica o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Marco Fireman.

“Esse investimento é dividido uma parte na montagem do laboratório inicial e outra parte em custeio das pesquisas. Quando ele apresenta um cronograma com as metas definidas, quando atinge essas metas, a gente faz uma avaliação e dentro dessa avaliação a gente vai liberando mais recursos para ir avançando de acordo com o desenvolvimento da pesquisa, porque à medida que a pesquisa for evoluindo e eles prestarem conta ao Ministério da Saúde, com resultado, com êxito que vem alcançando, o trabalho vem tendo resultado, vai sendo retroalimentado”.

LOC JANARY: A Esclerose Lateral Amiotrófica é provocada pela degeneração progressiva de neurônios motores, responsáveis pelo controle da musculatura do corpo. Pacientes com a doença sofrem paralisia gradual e morte precoce como resultado da perda de capacidades cruciais, como falar, movimentar, engolir e até mesmo respirar.

LOC EDMAR: Pois é, Janary, e esse estudo é muito importante pois ainda não existe uma cura para a ELA. Apesar de ser considerada uma doença rara, atualmente no Brasil 14 mil pacientes estão diagnosticados com a Esclerose Lateral Amiotrófica. Mas vamos continuar nosso programa explicando o que é a estratégia dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica do Ministério da Saúde, chamado NASF, que está ajudando a melhorar a qualidade de vida da população levando atendimento especializado para perto do cidadão. Essa estratégia é composta por equipes formadas por profissionais de diversas áreas de atuação como assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos e médicos. A coordenadora desses núcleos no Ministério da Saúde, Erika Almeida, explica que o trabalho das equipes melhoram o cuidado ao paciente para resolver problemas de uma forma mais rápida.

“E eles têm um papel central que é de apoiar e de fortalecer o cuidado que é desenvolvido na Atenção Básica. E esses profissionais do NASF, que estão na Atenção Básica, que estão próximos da casa das pessoas, eles conseguem fazer essa oferta de atendimento. Então é um atendimento mais próximo, especializado, qualificado, mais próximo de onde as pessoas vivem, onde as pessoas moram, onde as pessoas trabalham”.

LOC DÉBORA: E você sabia que essa política acabou de completar dez anos, Edmar? Mas apesar do pouco tempo, comemora resultados cada vez mais satisfatórios. Desde sua criação, o número de equipes credenciadas por todo o Brasil cresceu rapidamente, saindo de 395 equipes em 2008, para 4.829 até 2017. De acordo com o diretor da Atenção Básica do Ministério da Saúde, João Salame, esse é um dos motivos dessa estratégia estar ajudando a melhorar o atendimento na rede pública.

“Hoje nós cobrimos 70% dos municípios brasileiros. Nós atingimos, em 2017, cinco milhões de atendimentos individuais e um milhão e cem atendimentos coletivos. Isso é significativo para a redução de filas, para que o paciente espere menos tempo para poder receber o atendimento. O NASF faz a articulação das equipes da Atenção Básica com a atenção hospitalar, faz o encaminhamento, implanta as práticas integrativas e complementares de saúde que são instrumentos importantes para promover saúde e o bem estar das pessoas”.

LOC EDMAR: E qualquer município brasileiro pode implantar equipes dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica, desde que tenha ao menos uma equipe de Saúde da Família. E vamos para a última notícia do nosso Boletim, que é a atualização de municípios inscritos no Banco de Preços em Saúde, atualizada nessa semana, durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite, que teve participação do ministro da Saúde, Ricardo Barros. Na ocasião foi apresentado o total de 3.524 municípios cadastrados até a última segunda-feira. A repórter Erika Braz é quem tem os detalhes. 

LOC ERIKA: Dois mil e trinta e nove. Edmar, esse é o número de municípios que ainda não realizaram o cadastro obrigatório no Banco de Preços em Saúde, o sistema online do Ministério da Saúde, que é gratuito e de uso obrigatório, que registra as compras de medicamentos realizadas para o abastecimento do SUS. A primeira etapa para o registro de compras no Sistema é o cadastramento, que teve início em 1º de setembro de 2017. Após cadastro no BPS, o município deve fazer o registro das compras de medicamentos homologadas do exercício 2017. Essa etapa de alimentação do Sistema está ocorrendo desde primeiro de dezembro do ano passado. Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a ferramenta online vai trazer transparência e economia para os recursos públicos.

“Qualquer pessoa pode entrar e saber todos os preços que nós compramos. Tudo que nós compramos, de quem compramos e quanto pagamos. Então, todos os órgãos do poder público que compram qualquer tipo de medicamento, equipamento de saúde, eles registram o preço que eles compraram no Banco de Preço de modo que as pessoas que precisem cotar, uma Prefeitura vai comprar um equipamento, um hospital, eles vão lá no Banco de Preços sabem o menor preço porque todos os preços estão lá registrados”.

LOC ERIKA: Além de maior transparência ao uso dos recursos públicos, o Sistema permite que preços praticados em todo o território nacional sejam consultados, o que aumenta o poder de negociação sobre esses preços junto aos fornecedores e fabricantes, gerando economia para o SUS.

LOC DÉBORA: Muito obrigada pela sua participação Erika. E agora chegou o momento de nos despedirmos e encerrar o programa desta semana. Obrigado a você que nos acompanhou em mais esta edição do Boletim da Saúde. Lembrando que para continuar acompanhando essas e outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais:facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Até o próximo programa, Edmar!

LOC EDMAR: Valeu, Débora, até o próximo boletim! E uma ótima semana para você e para todos os ouvintes que acompanham as ações do Ministério da Saúde pelo Brasil.

ENCERRAMENTO: Boletim do Ministério da Saúde. Apresentação Débora Rocha e Edmar Soares. Reportagem Erika Braz e Janary Damacena. Trabalhos técnicos de Fabrício Lázaro e Ricardo Xavier. Realização Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.

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