SINOPSE:
O Boletim da Saúde vai falar sobre a Campanha Nacional de Luta Contra a Hanseníase 2018, lançada nessa semana em Belém do Pará. Outro destaque é a publicação de um edital para registro de preço de venda de órteses e próteses para a saúde pública. Por fim, o Boletim apresenta a estratégia de ampliação e fortalecimento da Atenção Básica por todo o Brasil.
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ABERTURA: Boletim da Saúde. Parceria Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.
LOC EDMAR: Olá amigos da Saúde! Nosso programa desta semana está especial e, por isso, vamos apresentar os principais avanços para a população que estão em desenvolvimento pelo Ministério da Saúde. Eu sou Edmar Soares e a partir de agora a Débora Rocha vai trazer pra gente as notícias desta edição. O que temos para hoje Débora?
LOC DÉBORA: Olá Edmar. Neste programa vamos falar sobre novidades na venda de órteses e próteses para a saúde pública. Também vamos conhecer a estratégia de ampliação e fortalecimento da Atenção Básica por todo o Brasil. E o tema que abre o nosso boletim é o lançamento da Campanha Nacional de Luta Contra a Hanseníase 2018. E aqui no estúdio temos a participação do repórter Janary Damacena, que traz os detalhes. Fala pra gente Janary.
LOC JANARY: Então, Débora, na última quarta-feira (31), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, esteve em Belém do Pará, onde fez o lançamento oficial da Campanha Nacional de Luta Contra a Hanseníase deste ano. O slogan é Hanseníase: Identificou. Tratou. Curou. Com isso, o objetivo é alertar a população sobre sinais e sintomas da doença, estimular a busca pelos serviços de saúde e mobilizar os profissionais do setor na procura ativa de casos. Tudo isso para facilitar o diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a prevenção das incapacidades. Vamos ouvir um trecho da fala do ministro Ricardo Barros:
“Estamos trabalhando na questão da medicação, queremos melhorar a forma do tratamento, o Instituto Evandro Chagas fará uma pesquisa sobre efetividade do tratamento, aumento do tempo de tratamento, para que a gente tenha a segurança de que não tenha dificuldades em consolidar a cura dessas pessoas”.
LOC JANARY: Débora e é importante destacar que a transmissão da hanseníase acontece de uma pessoa doente sem tratamento para outra, por meio do ar. Por isso, o combate à doença é baseado no diagnóstico precoce, tratamento, prevenção das incapacidades e investigação dos contatos, como forma de eliminar fontes de infecção e interromper a cadeia de transmissão da doença.
LOC DÉBORA: Muito obrigada pela participação Janary. Também é importante informar que o diagnóstico e o tratamento são oferecidos gratuitamente pelo SUS, e está disponível em unidades públicas de saúde por todo o Brasil.
LOC EDMAR: Vamos então continuar o nosso giro de notícias, falando sobre o anuncio do Ministério da Saúde em publicar um edital para registro de preço de venda de órteses e próteses para melhorar o uso dos recursos públicos e ampliar o atendimento da população. Quem nos traz essas informações é a repórter Erika Braz, que está aqui com a gente.
LOC ERIKA: É isso mesmo Edmar, e você, por acaso, conhece alguém que usa ou já precisou de muletas, dentadura, marca-passo ou perna mecânica? Pois é, esses são alguns dos itens de órteses e próteses oferecidos em mais de 527 tipos de procedimentos utilizados no Sistema Único de Saúde. E a diferença de preços desses insumos pode varia até 990% de uma região para a outra do Brasil. Por isso, o Ministério da Saúde vai lançar uma nova forma de aquisição que vai reduzir os custos a facilitar a comprar dessas materiais no SUS. Quem explicou foi o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
“Certamente economizaremos, no SUS como um todo, alguns bilhões de reais. As órteses e próteses são questões de saúde e, muitas vezes, a demora para a aquisição, em função da exigência da licitação, provoca um atraso no atendimento do paciente. Isso ajuda a agilizar o sistema e a economizar recursos. Até o final de março espero estar oferecendo ao Brasil, esses preços de referência”.
LOC ERIKA: Edmar, você sabia que o mercado de órteses, próteses e materiais especiais movimenta 20 bilhões de reais ao ano no Brasil? Pois é, e cerca de 90% desses materiais são importados. Então com o documento será possível igualar os valores de aquisição em todo país e gerar economia aos cofres públicos. Serão várias ações envolvendo órteses e próteses, começando por itens de cardiologia. Depois ortopedia e neurocirurgia. Essas três áreas contemplam 80% da demanda por dispositivos médicos implantáveis de uso mais frequentes e que são mais caros.
LOC EDMAR: Muito obrigado pelas informações Erika. Vale destacar que essa Ata de registro de preços vai ajudar estados e municípios na aquisição de órteses e próteses. Mas os gestores têm autonomia para comprar o produto que melhor atenda a realidade local.
LOC DÉBORA: E para finalizar o programa de hoje, vamos falar sobre a estratégia do Ministério da Saúde para ampliar os serviços e atendimentos por todo o Brasil. Isso porque nesse mês foram repassados recursos para todos os estados, destinados à Atenção Básica, pois é onde a maior parte dos problemas de saúde podem ser resolvidos. Sobre isso, vamos ouvir o diretor de Atenção Básica do Ministério da Saúde, João Salame:
“Se você tem uma saúde básica bem estruturada, você resolve praticamente 80% dos problemas antes que eles cheguem à média e na alta complexidade. A média e alta complexidade tem custos muito caros, muito elevados. Então a população que consegue fazer, através da Atenção Básica, o trabalho de prevenção, nós evitamos muitas doenças. Isso é muito importante, a Atenção Básica é a porta de entrada do sistema e este ano vamos investir 5,1 bilhões de reais apenas na Atenção Básica e apenas recursos do Ministério da Saúde”.
LOC EDMAR: É Débora, e nos últimos dois anos, em todo o Brasil, foram investidos mais de um bilhão de reais para custear e reforçar os serviços e equipes de saúde. Esse valor tem garantido a ampliação dos atendimentos e contempla mais de 20 milhões de pessoas que vivem em municípios brasileiros com diversos tipos de serviços, como explica João Salame.
“Esses recursos servem para a contratação de agentes comunitários de saúde, para montar equipes de estratégias de saúde da família, os núcleos de apoio de saúde da família, equipes de saúde bucal, laboratórios de próteses, consultórios de rua, academias da saúde. Então são vários programas que os municípios executam e que recebem um incentivo significativo do Ministério da Saúde”.
LOC DÉBORA:A Atenção Básica tem recebido forte investimento do Governo Federal e vai continuar a receber recursos para melhorar a saúde da população que depende da rede pública. Só para a gente ter uma noção Edmar, o número de consultas realizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) registrou crescimento de mais de 230% em apenas um ano e atualmente, 70% da população brasileira está coberta pela Atenção Básica.
LOC EDMAR: Que ótima notícia Débora! Mas está na hora de nos despedirmos e encerrar o programa desta semana. Obrigado a você que nos acompanhou em mais esta edição do Boletim da Saúde. Lembrando que para continuar acompanhando essas e outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Obrigado pela sua companhia, Débora, e até o próximo programa!
LOC DÉBORA: Valeu, Edmar, até o próximo boletim! E para todos que nos ouviram, uma ótima semana e continuem acompanhando as ações do Ministério da Saúde pelo Brasil. Até a semana que vem.
ENCERRAMENTO: Boletim do Ministério da Saúde. Apresentação Débora Rocha e Edmar Soares. Reportagem Janary Damacena e Erika Braz. Trabalhos técnicos de Fabrício Lázaro e Ricardo Xavier. Realização Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.