SINOPSE:
No Boletim da Saúde desta semana vamos falar sobre a vacinação contra várias doenças em crianças menores de dois anos de idade por todo o Brasil. Além disso, vamos falar sobre um dado sério: 12% das mortes por câncer de mama no Brasil são atribuídas ao sedentarismo.
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ABERTURA: Boletim da Saúde. Parceria Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.
LOC JANARY: Olá, ouvintes do Boletim da Saúde. A partir de agora, vocês ficam com as melhores notícias sobre saúde pública, além de dicas para cuidar melhor da sua família e de você mesmo. Eu sou Janary Damacena e é um prazer estar aqui no estúdio para apresentar esta edição do nosso programa! E aqui comigo, operando o áudio da Rádio Saúde, está o Fabrício Lázaro, e quem vai apresentar os destaques desse programa é a Débora Rocha. Então, conta pra gente o que temos para nossos ouvintes, Débora?
LOC DEBORA: Olá Janary e todos que nos ouvem! No Boletim da Saúde desta semana vamos falar sobre um dado sério: 12% das mortes por câncer de mama no Brasil são atribuídas ao sedentarismo. E para começar nosso programa, vamos falar sobre a vacinação contra várias doenças em crianças menores de dois anos de idade por todo o Brasil. Para falar sobre esse assunto, nós estamos com o repórter Pedro Paulo Souza aqui no estúdio. Como está a situação da vacinação dessas crianças, Pedro?
LOC PEDRO: OiDébora, Janary e ouvintes. Olha, por todo o Brasil, a vacinação em crianças menores de dois anos de idade ainda não alcançou a meta do Ministério da Saúde, que tem objetivo de imunizar pelo menos 90% desse público. Um exemplo é a vacina contra a poliomielite, que chegou a apenas 62% de crianças protegidas contra a doença. E quando falamos em prevenção, é importante destacar uma criança desprotegida pode ficar doente e ter sequelas para o resto da vida. Esse é o caso da Eliana Zagui, que teve poliomielite quando pequena e, desde então, ficou tetraplégica.
“Tenho 44 anos e com um ano e 9 meses contrai poliomielite, a qual me paralisou do pescoço para baixo, e com isso me obrigou a usar o respirador por 24 horas sendo que poderia ser evitado se eu tivesse tomado a vacina contra poliomielite. Até descobrir o porquê de não mexer mais as pernas, tanta febre assim, um médico do interior de São Paulo fez o exame da medula espinhal e constatou poliomielite. Então eu fui parar no Hospital das Clínicas, aonde era a referência para tratar a poliomielite e onde eu estou há 42 anos”.
LOC PEDRO: Carla Domingues, que é coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, acredita que notícias falsas e boatos, são uns dos grandes problemas atuais que gera a resistência de pais e responsáveis em levar as crianças ao posto de vacinação.
“Na medida que a população não conhece mais a doença e ela desconhece a importância da vacina. Quando ela recebe uma notícia falsa ela começa a colocar em dúvida a qualidade dessa vacina e a sua segurança e começa a achar que os eventos adversos que essa vacina pode trazer que são gráficos que podem inclusive levar à morte e que isso não tem nenhum fundamento científico. Vacina foi feita para proteger a saúde da população e foi graças a vacina que nós erradicamos apoio do nosso país não é uma doença que acontecia mais de 10 mil casos, eliminamos o sarampo é uma doença que acontecia mais de 100 mil casos por ano, então você vê que vacina protege”.
LOC PEDRO: Segundo o Ministério da Saúde, por enquanto, o total de crianças vacinadas contra as principais doenças em todo o Brasil está em torno de 50% e 70 %.
LOC JANARY: Muito obrigado pelas informações Pedro. Então se você é pai, mãe ou responsável por alguma criança menor que dois anos de idade, tenha atitude e proteja essa criança, porque as consequências podem ser graves e contra o arrependimento não existe vacina.
LOC DEBORA: Exatamente Janary! Mas vamos seguir com o nosso Boletim! Agora vamos falar sobre a relação entre o sedentarismo e as mortes decorrentes do câncer de mama que poderiam ser evitadas. E quem vai explica melhor isso pra gente é a repórter Patrícia Cordeiro, que fez uma matéria especial sobre o assunto.
LOC PATRÍCIA: É verdade Débora! Uma em cada 10 mulheres vítimas do câncer de mama poderia ter viver por mais tempo se praticasse atividade física regularmente, o que significa uma média de duas horas e meia de exercícios por semana. É o que revela um artigo científico sobre amortalidade e os anos de vida perdidos entre as mulheres por causa dessa doença em relação à inatividade física. O artigo internacional foi elaborado com colaboração do Ministério da Saúde e analisou dados entre os anos de 1990 a 2015. O tecnologista da área de Atividade Física do Instituto Nacional do Câncer (INCA), Fábio Carvalho, explica mais sobre a possibilidade de evitar a doença com a prática de atividades físicas.
“A atividade física também é um fator de prevenção ao câncer. Ele atua diretamente em alguns fatores biológicos, além, de também atuar em uma via indireta prevenindo o sobrepeso e a obesidade. Em relação aos mecanismos que levam atividade física à prevenção de câncer, a gente pode citar redução dos níveis circulantes de estrogênio, que é um hormônio; em relação a resistência à insulina e da inflamação, ele reduz esses hormônios e contribui para prevenção de câncer”.
LOC PATRÍCIA: Ainda segundo o Fábio, praticar atividade física também é um benefício para quem está doente em tratamento ou já curado do câncer.
“As pessoas que já passaram pelo tratamento e estão curados ou que estão com câncer, também se beneficiam com a atividade física. Nesses casos é bem importante ter um acompanhamento bem próximo do profissional de medicina que está acompanhando, assim como os outros profissionais, como o de educação física ou fisioterapeuta. Mas há benefícios sim, nesses mesmos mecanismos que eu citei, só é importante entender perfeitamente como é que ele vai poder fazer essa atividade física sem prejudicar o tratamento”.
LOC PATRÍCIA:O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, e responde por aproximadamente 28% dos casos novos a cada ano, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer. Para 2018, a estimativa de novos casos está em quase sessenta mil.
LOC JANARY: Muito obrigado pelas informações e parabéns pela reportagem detalhada Patrícia. E precisamos ressaltar, também, que se o câncer de mama for detectado na fase inicial, em grande parte dos casos, isso aumenta as chances de tratamento e cura. Por isso, a cada ano vem aumentando a adesão ao movimento "Outubro Rosa", que tem objetivo de chamar atenção para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.
LOC DEBORA: Isso mesmo Janary, é importante que as mulheres fiquem atentas a qualquer alteração suspeita na mama e, se for o caso, buscar o serviço de saúde para investigação. Mas com essa notícia chegou ao fim o nosso programa. Gostou das reportagens? Quer saber mais sobre algum tema do nosso programa? Você pode encontrar mais acessando nossa playlist em SoundCloud.com/ministeriodasaude. Muito obrigada pela audiência e obrigada pela companhia Janary. Uma ótima semana para todos e até o programa que vem.
LOC JANARY: E para continuar acompanhando outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Uma ótima semana para todos e até o próximo programa Debora!
ENCERRAMENTO: Boletim do Ministério da Saúde. Apresentação Débora Rocha e Janary Damacena. Reportagem: Pedro Paulo Souza e Patrícia Cordeiro. Trabalhos técnicos de Fabrício Lázaro e Rafael Santos. Realização Ministério da Saúde.