Com baixa adesão, a vacinação contra a febre aftosa, aplicada em bovinos e suínos, teve prazo estendido. Para nos dar mais detalhes sobre essa situação e os demais assuntos, convido a jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas. Olá Carla, seja bem vinda.
TEC/SONORA.: Carla Mendes
“Olá Raphael, olá ouvintes. Realmente, a campanha de vacinação de bovinos e bubalinos de até dois anos, contra a febre aftosa, no estado do Rio Grande do Sul foi prorrogado até o dia 10 de dezembro. O prazo, que se iniciou dia primeiro deste mês, terminaria nesta sexta, porém foi estendido, especialmente em razão da falta de vacinas nas agropecuárias credenciadas a vender o produto. A partir do ano que vem os medicamentos terão 2 ml e não 5ml como acontece atualmente, Com isso, as empresas que revendem essas vacinas não querem ficar com um estoque que não será utilizado. Então, estão evitando comprar grandes quantidade, e por isso, faltam vacinas e o prazo foi estendido. ”
TEC/SONORA.: Carla Mendes
“As chuvas acabam forçando as vendas do boi confinado. Com essa questão climática, é melhor que os produtores liberem esses animais e acabam então, tentando aproveitar alguns bons momentos de preço. Acontece que os preços só devem destravar depois do dia dez de dezembro, quando tivermos uma oferta mais cureta na região de Barretos, no estado de São Paulo, que é uma praça bastante significativa e importante para a pecuária nacional. Com essa perspectiva, o produtor, apesar de estar vendendo, não vê preços tão atrativos neste momento. Fato é que os frigoríficos estão evitando alongar suas escalas, então a demanda dos frigoríficos por animais também está um pouco parada.”
TEC/SONORA.: Carla Mendes
“Não é necessário entrar em pânico agora, porque o produtor já está atenuando as perdas que ele teve com a seca. Em algumas regiões, como em Jaboticabal, no interior de São Paulo, o produtor perdeu cerca de 6%, mas vê sinais positivos para a próxima safra. Então as chuvas que se anteciparam este ano, desde meados de outubro, tem favorecido essas melhores perspectivas. Com isso, os canavieiros já conseguem garantir um bom início para a safra 2019/2020. Além disso, esses produtores esperam uma queda nos custos de produção, que este ano foram mais elevados frente a preços menores. Então a relação estava desequilibrada. Dessa forma, espera-se uma melhora nos custos de produção para essa temporada e preços melhores. As perspectivas para a nova safra são positivas no momento."
TEC/SONORA.: Carla Mendes
“Eu que agradeço, até a próxima”
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