Olá, meu nome é Raphael Costa e esse é mais um Boletim Agro. Para destacarmos os principais assuntos do agronegócio, eu convido a jornalista do Notícias Agrícolas, Carla Mendes. Seja bem-vinda, Carla.
“Boa tarde, Raphael. Olá, ouvintes.”
Carla, poucos dias após a eleições, um dos principais assuntos propostos por Jair Bolsonaro, que interessa muito ao agronegócio, já voltou a tramitar, certo? Explica melhor pros nosso ouvintes o que está sendo debatido na Câmara dos Deputados.
“O apoio do presidente eleito, Jair Bolsonaro, agilizou a tramitação de um projeto que tipifica a invasão de propriedades como terrorismo e está tramitando na Câmara dos Deputados. De autoria do deputado Jerônimo Goerguen, o projeto não tem como objetivo acabar com os movimentos sociais, mas sim evitar invasões e depredações de propriedades públicas e privadas, como há muito tempo acontece. Um dos casos mais recentes e drásticos de invasão foi no ano passado, na fazenda Igarashi, ocorrido em Correntina, no oeste da Bahia. Participaram dessa invasão mais de 500 pessoas e o prejuízo na fazenda passou os R$ 50 milhões.”
Um assunto que segue sem definição é com relação ao tabelamento dos fretes, e essa dúvida pode significar prejuízo para os produtores de soja. É isso mesmo, Carla?
“Exatamente. O entrave do tabelamento dos fretes ainda não foi resolvido e enquanto o impasse segue, o comércio de grãos está travado no país. Os preços da soja e do milho continuam recuando. Os produtores brasileiros perderam, inclusive, os melhores momentos de travamento de preço para a nova safra com os compradores fora do mercado nesses bons momentos, sem saber quais serão os custos logísticos. Assim, as lideranças do agronegócio estão reunidas mais uma vez em Brasília para tratar dessas pautas com a FPA. A expectativa é de que a ANTT se manifeste ainda no mês de novembro.”
E com relação aos pecuaristas do Mato Grosso, a chuva antecipou algumas atividades do setor?
“Deu sim. As cotações do mercado do boi gordo vêm buscando recuperação em todo o Brasil, mas ainda encontram algumas limitações. No Mato Grosso, estado que você citou, os pecuaristas esperam por um vazio de oferta que seja um pouco mais curta e ao se confirmar poderia estimular o avanço do preço a partir de novembro. No entanto, a chegada da oferta de animais à pasto já em dezembro, por conta das chuvas e o aumento da oferta de fêmeas, podem limitar esse aumento de alta nos preços. Nessa terça-feira, as cotações do mercado futuro brasileiro subiram e a referência a novembro tem R$ 148, 20 por arroba.”
Perfeito, gostaria de agradecer a sua participação Carla. Muito obrigado!
"Eu que agradeço e até a próxima "
Esse foi o boletim do agro, muito obrigado e até a próxima.
#agro