Agronegócios - undefined·22 de novembro de 2018

BOLETIM AGRO: Com indefinição entre China e EUA, prêmios para soja brasileira devem subir

Por Agência do Rádio
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TEC/SONORA.: Carla Mendes
“É isso mesmo. Nenhum outro fator no mercado da soja é mais importante do que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Para o Brasil, estamos muitos atentos à reunião que acontece entre o Donald Trump e o Xi Jinpin, no dia primeiro de dezembro na Argentina, quando acontece o encontro do G20. De lá pode sair, ou não, um acordo entre as duas maiores economias do mundo. Dependendo do que acontecer lá, teremos reflexos no nosso mercado. Falando dos prêmios, caso um acordo seja efetivado entre Estados Unidos e China, nós poderemos ver um recuo dos prêmios pagos a soja brasileira. Que o valor pago acima do observado bolsa de Chicago para garantir a compra. Hoje esses prêmios estão elevados no Brasil. No entanto, com as especulações no entorno deste encontro, já caíram 30% no último mês. Em caso de acordo. Caso o acordo não seja confirmado, e a guerra comercial continue, nós veremos os preços para a soja brasileira subirem de forma consistente, dando melhor possibilidade de comercialização para os produtores brasileiros. Então, a orientação para os próximos dez dias é que os produtores evitem o mercado, se foquem no plantio e retomem a comercialização só após a reunião do G20.”


LOC.; E um dos desafios que o agro já enfrenta e deve continuar enfrentando, é aumentar a área de produção de maneira sustentável, para além de preservar o meio-ambiente, corresponder ás exigências dos mercados exteriores. O que temos de novidades neste quesito, Carla?

EC/SONORA.: Carla Mendes
“Na última semana tivemos uma delegação internacional visitando o Brasil para buscar um esclarecimentos e entender um pouco mais da nossa produção e enxergar que nós temos uma produção cada vez mais sustentável. No entanto é importante destacar que ainda há uma confusão nos conceitos de abertura legal de área e o desmatamento ilegal. E esse tem sido o principal obstáculo para a comercialização do agronegócio, para ampliarmos nossa pauta de exportação, principalmente os mercados importadores. Entre os compradores, a Europa é o comprador mais exigente quando o assunto é meio ambiente. Por outro lado a China já dá sinais de que não será tão rigorosa nas exigências. No entanto, é importante que essas delegações continuem vindo ao Brasil, para que os esclarecimentos sejam feitos e a gente possa mostrar que , por exemplo, temos um movimento muito intenso de abertura de áreas legais no cerrado brasileiro. Temos uma outra situação no bioma amazônico onde é muito respeitada a moratória da soja ainda em vigência. Então, todos esses quesitos mostram a nossa responsabilidade com a conservação ambiental. ”


LOC.: E para fecharmos nosso giro, problemas para os produtores de arroz, né Carla? Um aumento considerável no custo de produção. Conte mais para nós sobre esse aumento e as consequências disso, por favor.


TEC/SONORA.: Carla Mendes
“Realmente, os arrozeiros tiveram um aumento de custo de 20% nessa safra e a rentabilidade já está preocupando os produtores, principalmente no Rio Grande do Sul, que é o principal estado produtor desta cultura. Não só o custo de produção aumentou, como o custo do arroz tem recuado, e a saca é cotada agora, em média, em R$ 42. Esse valor não cobre os custos de produção, então já há um prejuízo nesta temporada. Além disso, tivemos uma contribuição do clima e 90% da área já foi cultivada com o grão no estado gaúcho. Então devemos ter uma safra cheia, boa produtividade, com oferta boa no mercado, devemos ter pressão sob os preços. ”


LOC.: Perfeito, Carla, gostaria de agradecer mais uma vez a sua participação, até a próxima.


TEC/SONORA.: Carla Mendes
“Obrigado Raphael, até a próxima.”


LOC.: Esse foi mais um Boletim Agro, muito obrigado à todos.

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