E para abrir esta edição, vamos falar da pecuária de corte. Desde a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, deflagrada em março do ano passado e com outros dois desdobramentos desde então, a qualidade da carne brasileira e a relevância dos sistemas de fiscalização tem sido colocados em cheque. Conhecida por já ter padrões sanitários rigorosos, e um caráter protecionista em especial com relação aos produtos brasileiros, a União Europeia tem criticado os padrões e os métodos brasileiros. Por isso, o presidente da BRF, empresa do setor, deu declarações sobre o assunto. Quem nos dará mais detalhes sobre essa situação e sobre o depoimento do representante da empresa é a jornalista do Notícias Agrícolas, Carla Mendes. Bem vinda, Carla.
TEC/SONORA.: Carla Mendes
“Olá Raphael, olá ouvinte, muito obrigada. De fato, a União Europeia lançou comunicado levantando dúvidas sobre a qualidade de manejo e controle sanitário das carnes no Brasil. Esse panorama levou o país e associações de empresas frigoríficas a entrarem na justiça europeia para tentar reverter essa decisão. Para Pedro Parente, presidente da BRF, além de aguardar uma decisão judicial, as empresas brasileiras tem que fazer a sua parte para elevar seus padrões de controle e qualidade. Ele disse ‘Temos que fazer o nosso papel que é não dar qualquer margem para reclamações de qualidade da nossa produção. Temos que fazer isso independentemente de ser uma demanda europeia, russa ou chinesa’. Então todas as atenções estão voltadas para atender essa demanda e defender os interesses do agronegócio brasileiro no exterior. Então, essa representação maior do empresariado e também do governo vão ajudar para que esse processo ande mais rápido”
LOC.: E os produtores de mandioca estão com uma dor de cabeça relativamente grande, né Carla? O preço do produto está caindo e os produtores estão tendo que se virar para não terem prejuízo. Nos dê detalhes sobre essa situação.
TEC/SONORA.: Carla Mendes
“No mercado da mandioca, o que podemos observar é o seguinte: os preços estão caindo refletindo o aumento da oferta e a demanda um pouco mais fraca nesse momento. Segundo informações do Cepea, arte dos agricultores demonstra maior interesse pela comercialização, devido à necessidade de liberar áreas de arrendamento, planejando uma nova safra ou um novo plantio. Talvez uma nova cultura nessa área. A gente vê o produtor querendo comercializar com mais rapidez, tendo que vender seu produto à toque de caixa, e isso ajudar a pressionar as cotações. Além disso temos uma baixa liquidez no mercado de derivados, fécula e os amidos modificados, o que reduz a moagem e o interesse pela formação de estoque por parte da indústria. Então com isso elas sinalizam que podem antecipar o seu recesso. Nesse cenário, o preço médio para a tonelada de mandioca ficou em R$ 397,31. Uma queda de 2,5% com relação a semana anterior que se fechou no dia 23 de novembro, última sexta-feira.”
LOC.: E com relação a previsão do tempo. Se a região Centro-Sul vai ter uma trégua das chuvas, outras regiões receberão uma quantidade de chuva considerável. É isso mesmo? Nos explique melhor esse panorama, Carla, por favor.
TEC/SONORA.: Carla Mendes
“Exatamente, e a área que deve receber mais chuva nos próximos dias é a região de Matopiba, que engloba os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Os acumulados esperados favorecem o desenvolvimentos das lavouras dessa região. Estão sendo esperadas chuvas de 20 a 30 milímetros ou até 50 milímetros por dia. O excesso de chuvas pode trazer preocupações para as regiões que recebem essas chuvas, por conta das doenças que são comuns nessa safra, características de períodos de muita chuva e pouca luminosidade. Então atenção aos produtores dessa região, pois teremos um acumulado de chuvas para os próximos dias.”
LOC.: Perfeito Carla. Gostaria de agradecer a sua participação. Obrigado e até a próxima.
TEC/SONORA.: Carla Mendes
“Eu que agradeço, até a próxima”
LOC.: Esse foi mais um boletim agro. Muito obrigado e até a próxima.
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