Agronegócios - undefined·14 de novembro de 2018

BOLETIM AGRO: Blairo Maggi e Tereza Cristina acertam transição no ministério da Agricultura

Por Agência do Rádio
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TEC/SONORA: Carla Mendes
"Ficou acertado que, a partir da próxima semana, a ministra e alguns assessores terão acesso às instalações físicas do Mapa e acompanharão de perto a rotina da pasta, dos trabalhos que caminham por lá. Ele também falou sobre as medidas adotadas após a Operação Carne Fraca da Polícia Federal, que marcou muito a pasta e o ministro, que envolveu o desvio de condutas de alguns servidores da casa, para mitigar os problemas. Tudo isso esteve na pauta e agora a Tereza Cristina vai acompanhar de perto para, à partir do dia primeiro de janeiro, assumir os trabalhos e continuar levando progresso para o agronegócio brasileiro.”


LOC.: E o mal tempo, que complica a vida dos produtores da região Sul, também afeta a produção de trigo argentina. É isso, Carla?


TEC/SONORA: Carla Mendes
“Por conta das chuvas excessivas, já são mais de 82 horas ininterruptas de chuva em algumas áreas da Argentina. Já tem 60% da área a de plantio da Zona Núcleo, que é a principal zona de produção do país, em um cenário de incerteza. O trigo que está para ser colhido e a soja e o milho recém-plantados são os cultivos mais afetados pela enorme quantidade de chuvas que caíram nos últimos quatro dias na zona central da Argentina. Segundo informações da Bolsa de Comércio de Rosario (BCR), caíram entre 150mm e 230mm no centro de Santa Fé, leste de Córdoba e algumas localidades do centro do município de Buenos Aires. Esses são municípios importantes da produção de grãos da Argentina. As chuvas também afetaram a pecuária, principalmente a pecuária leiteira, que por conta do alagamento dos caminhos rurais, teve dificuldade de tirar a produção do campo.”


LOC.: E Carla, que a soja é fundamental para as nossas relações comerciais a gente já sabe, mas conta para gente como que o farelo da soja pode se tornar um ingrediente importante para os negócios com a China?.”


TEC/SONORA: Carla Mendes
“Exato, uma comissão brasileira esteve recentemente na China para oferecer o farelo de sopa excedente aqui do Brasil com o esmagamento da soja em grão para atender a maior demanda que temos hoje, para o óleo que vai ser adicionado ao biodiesel. Hoje nós temos 10%, essa mistura vai passar para 11% e na sequência para 15%. Só de atender esse excedente com a oferta, poderíamos crescer em 45% a produção de farelo. Isso, aliado a ocupação da nossa capacidade ociosa das indústrias e tudo isso seria suficiente para atender a demanda chinesa. O que acontece? A China é grande importadora de soja em grãos para a produção do próprio farelo. Eles optam sempre por importar a matéria prima e produzir seu subproduto. Neste caso, eles estão sim procurando por mais farelo de soja e nós poderíamos ser uma alternativa bastante viável. Até porque, por conta da quebra da última safra da Argentina, que é a maior exportadora de farelo e óleo de soja, os negócios por lá ficaram um pouco mais complicados, a oferta ficou mais restrita e por isso a China olha para outros mercados para importar esse produto. O Brasil está na rota dessas observações e pode ser uma alternativa importante.”


LOC.: Perfeito, Carla. obrigado pela participação e até a próxima.


TEC/SONORA: Carla Mendes
“Eu que agradeço, Raphael. Até a próxima”


LOC.: Esse foi mais um Boletim Agro. Até mais!

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