Olá, meu nome é Raphael Costa e este é mais Boletim Agro, um resumo das principais notícias do agronegócio no Brasil.
Uma decisão de um grande comprador brasileiro pode afetar o mercado de carnes de aves do Brasil. A Arábia Saudita, maior compradora de carne de frango brasileiro, anunciou que 33 frigoríficos brasileiros estão desabilitados da lista de estabelecimentos exportadores para o país.
Ao todo, o Ministério da Agricultura tem 58 frigoríficos com capacidade para enviar o produto para o país árabe. Com a decisão, os sauditas poderão escolher entre apenas 25. Quem vai comentar sobre o impacto dessa decisão, que já pode ser uma retaliação da possível mudança da embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém, é a jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas. Bem-vinda, Carla!
“Obrigada, Raphael. Realmente, pode ter um impacto significativo essa atitude da Arábia Saudita, que é o maior compradora de carne de frango do Brasil. Fato é que segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal, essa retirada da autorização se dá por conta de critérios técnicos, mas ainda não se sabe quais são esses critérios. Então, vamos conhecer mais detalhes dessa situação nos próximos dias. Sabemos que há uma questão política envolvendo toda essa situação. Ainda segundo a ABPA, já estão sendo colocados em prática planos de ações corretivas, justamente em função desses critérios técnicos, para poder atendê-los, para que as autorizações perdidas sejam retomadas e o quanto antes nós possamos reabrir esses mercados.”
E os especialistas estão pedindo atenção para as vendas de soja a curto e médio prazo. Sem a definição de quando será produzida a safra de soja, nem de quanto a China comprará do Brasil, caso o acordo com os Estados Unidos seja estabelecido, uma cautela maior é aconselhável. Nos fale mais sobre essa situação, Carla.
“Olha Raphael, nesse momento o mercado de soja tem uma série de variáveis que estão em abertos. Uma delas é a safra da América do Sul, que não sabemos o número final. Outra é a questão entra a guerra comercial entre China e Estados Unidos, que apesar dos recentes encontros e rodadas de negociação que foram realizadas e para as próximas, previstas para os dias 30 e 31 de janeiro, não há uma definição sobre o conflito. E o governo americano entra nesta terça em seu 32º dia de paralisação, deixando o mercado da soja sem dados oficias sobre a realidade americana. Importação, exportação, estoques, tudo isso falta para que os especuladores na Bolsa de Chicago possam dar andamento com um pouco mais de agressividade às negociações e às oscilações dos preços no mercado internacional, que ficam limitadas.”
Perfeito, Carla. Obrigado pelas informações, até a próxima.
“Eu que agradeço, até a próxima. Aos ouvintes que quiserem saber mais, acessem noticiasagricolas.com.br.”
Esse foi mais um Boletim Agro, muito obrigado a todos.
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