Saúde - undefined·05 de janeiro de 2018

BOA VISTA (RR): Estações disseminadoras de larvicidas ajudam na redução dos focos do mosquito da Dengue, Zika e Chikungunya

<p>&Uacute;ltimo levantamento do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de mostrou que a maior parte dos criadouros do mosquito em Roraima est&aacute; na grande quantidade de dep&oacute;sitos encontrados no lixo.&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
Ouvir ·

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Além das ações de controle e combate realizadas em Boa Vista, como as visitas dos agentes de saúde e os mutirões integrados com a população, um novo projeto tem ajudado a reduzir os focos do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya no município. São as estações disseminadoras de larvicidas. As estações foram desenvolvidas por pesquisadores da Fiocruz Amazonas e funcionam como armadilhas com inseticida. As armadilhas são colocadas em locais estratégicos nas residências e quando a fêmea do mosquito passa por elas, acaba levando a substância até o criadouro, espalhando o inseticida. O processo faz com que as larvas sejam eliminadas, até mesmo as que estão em focos não identificados pela população e pelos agentes de saúde.

Estações disseminadoras de larvicidam ajudam na redução dos focos do mosquito

O coordenador de Combate às Endemias de Boa Vista, Samuel Garça, explica que o projeto, que teve início em maio de 2017, está em fase de experiência em dez bairros, mas deve chegar a toda a capital até o fim do próximo ano. “Nós temos aí uma queda bem acentuada do mês em que nós instalamos, que foi em maio, até a última coleta que nós fizemos. Nós temos uma queda de 80%. Podemos prever aí uma redução por todo o período que as disseminadoras vão ficar. E a nossa expectativa é expandir em mais 40% dos bairros da capital, até a gente chegar com o aparato de conseguir instalar em pelo menos 90% da capital, afirma o coordenador.

ÁUDIO: Acesse a versão desta matéria para emissoras de rádio

Apesar da redução dos focos, Franciene Moreira, 37 anos, casada, sem filhos, está sofrendo pela segunda vez por conta das doenças transmitidas pelo mosquito. Teve Dengue há nove anos e agora sofre com os sintomas da Chikungunya, contraída em agosto deste ano. A moradora do Bairro Asa Branca é atendente em uma loja de festas e conta que a doença tem interferido no seu dia a dia e a impede até mesmo de trabalhar. “Tem quatro meses que eu estou com ela. Afetou muito os meus pulsos e meu tornozelo, que são as partes que a gente mais movimenta. É uma dor muito forte. Nas juntas, quando você pisa, parece que você vai desmontar. Estou sem trabalhar, estou de atestado, por conta da doença. E não ameniza, não para.”

O último levantamento do Ministério da Saúde, conhecido como Mapa da Dengue, mostrou que a maior parte dos criadouros do mosquito no Estado de Roraima está na grande quantidade de depósitos encontrados no lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Por isso, verifique sempre e evite deixar água parada nestes locais. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

#combateaedes

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page