A importância da atividade restaurativa como forma de ajudar a comunidade a identificar a causa escondida por trás de um crime foi o tema da palestra da professora Kay Pranis, líder em Justiça Restaurativa nos Estados Unidos. O professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Nirson Medeiros Neto, que desenvolve um programa de Justiça Restaurativa em parceria com a Vara da Infância e Juventude de Santarém, acompanhou o workshop e comentou os benefícios da metodologia.
“Transformar o olhar que se dá para a Justiça. A Justiça Restaurativa traz uma outra visão, uma outra concepção de Justiça, não focada nos processos punitivos, nos processos de retribuição, mas sobretudo nos processos de responsabilização, de reparação de danos e ampliando a participação da comunidade na gestão da Justiça e na administração de conflitos”.
A juíza do TJPA, Danielle Burhnheim, destacou a relevância das práticas restaurativas para ampliar o alcance da Justiça.
“Principalmente, a diminuição da litigiosidade e a conscientização de que a Justiça pode ser compartilhada, que cada um de nós pode, efetivamente, através de práticas restaurativas, realizar o que venha ser a Justiça para cada um de nós. Não é descriminalizar o crime, não é despenalizar, mas é socializar a forma de aplicação da Justiça”.
REPÓRTER: O evento com a professora Kay Pranis foi promovido pela Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude do TJPA, no Fórum Criminal de Belém.
Reportagem, Thamyres Nicolau