Saúde - undefined·20 de janeiro de 2015

BARREIRINHA (AM): Município está com menos de 5% de vacinação contra o vírus HPV

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: O município de Barreirinha, no Amazonas, está com baixo índice de vacinação contra o vírus HPV. Dados do Ministério da Saúde apontam que menos de 5% das meninas entre 11 e 13 anos foram imunizadas. A meta do ministério é vacinar no mínimo 75% das jovens do município. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o vírus HPV é o maior causador de câncer do colo do útero, além de ser a quarta doença que mais mata mulheres no Brasil. Segundo o Ministério, quem ainda não tomou a primeira dose da vacina, pode tomar a qualquer momento. Mas a recomendação é que as meninas tomem o mais rápido possível. De acordo com o epidemiologista do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, 14 mulheres morrem a cada dia devido ao câncer do colo do útero. Ele destaca também que a vacina contra o vírus HPV é segura.

SONORA: Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.
“É recomendada essa vacina porque é uma vacina eficaz para prevenir o câncer no colo de útero e é uma vacina segura. Nós não tivemos nenhuma reação grave associada a essa vacina no Brasil, como não houve em nenhum lugar do mundo. Há reações adversas como qualquer produto injetável, reações alérgicas, reações locais e isso é infinitamente menor que os grandes benefícios que essa vacina pode produzir”.
REPÓRTER: Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação contra o vírus HPV tem três etapas. Após a aplicação da primeira dose, a adolescente deve tomar a segunda dose seis meses depois. A terceira dose, que é o reforço, deve ser aplicada cinco anos depois. O Ministério ressalta que somente com as três doses, a proteção vai estar completa. As meninas de Barreirinha entre 11 e 13 anos, que ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra o vírus HPV, podem procurar qualquer um dos sete postos de saúde espalhados pelo município. As adolescentes não precisam da autorização dos pais para tomar a vacina. Mas, é necessário levar o cartão de vacinação ou um documento identidade.
Com colaboração de Guilherme Pesqueira. Reportagem, Henrique Carmo
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