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LOC.: Os trabalhadores industriais que atuam em áreas ribeirinhas da Amazônia vão contar com uma nova estrutura de saúde. Trata-se da embarcação Saúde Conectada – Copaíba. A unidade vai disponibilizar cuidados prioritários, como doenças crônicas, saúde mental e auxílio no combate ao tabagismo e à obesidade.
O barco é movido a energia solar e tem a operação neutra em emissão de carbono. A iniciativa foi capitaneada pelo Serviço Social da Indústria, o SESI, em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional do SESI. O lançamento aconteceu nesta sexta-feira, 14 de novembro, em Belém, no Pará.
A embarcação deverá permanecer no Píer Tamandaré, na capital paraense, até 21 de novembro, das oito da manhã às oito horas da noite. Em seguida, a Saúde Conectada – Copaíba seguirá roteiros programados pelos parceiros por diferentes localidades da região amazônica.
Como dispõe de conectividade via satélite, a unidade oferece serviços como teleconsultas, telediagnóstico, exames e acompanhamento multiprofissional em fluxo de referência com as redes locais de saúde.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará, Alex Carvalho, a parceria envolvida no projeto contribuiu para um avanço relevante na ideia de levar atendimentos de saúde a localidades mais remotas do país.
TEC./SONORA: Alex Carvalho, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará
“É fruto de uma união, na qual cada um trouxe não só uma parcela de contribuição técnica, estrutural, mas também com muita emoção. Contamos com uma indústria genuinamente brasileira, na tecnologia embarcada, nos motores de propulsão, energia renovável não poluente. Nós temos muitas indústrias espalhadas ao longo dos nossos rios. Então, de certo que isso vai cumprir um papel fundamental na chegada de uma saúde de qualidade.”
LOC.: Os beneficiários também têm acesso à atenção primária, exames laboratoriais, eletrocardiograma, eletroencefalograma, audiometria e espirometria. Entre os profissionais que vão atuar no atendimento estão médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e educadores físicos.
Construída para atuar especificamente na Amazônia, a embarcação tem QUINZE metros de comprimento, SEIS de largura e duas cabines de atendimento. A definição dessas dimensões levou em conta as especificidades da região, que conta com grandes distâncias, sazonalidade dos rios e dispersão geográfica das comunidades.
Foram identificadas 12 linhas de cuidado prioritárias. São elas: Diabetes, Hipertensão, Dor lombar, Eventos cardiovasculares, AVC, Cefaleia, Transtornos de ansiedade, Transtornos do sono, Obesidade e sobrepeso, Tabagismo, Depressão e Prevenção e rastreamento de cânceres mais letais ou incapacitantes.
Reportagem, Marquezan Araújo