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LOC.: Lançado pelo Ministério da Saúde na última terça-feira, o estudo inédito Demografia da Enfermagem no Brasil mostrou que o número de postos de trabalho no setor da enfermagem aumentou em 46,3% na Região Centro-Oeste em cinco anos, saindo de 76,1 mil vínculos em 2017 para 119,7 mil em 2022. Contudo, o número não equivale à quantidade de profissionais empregados na região, uma vez que um mesmo trabalhador pode ocupar mais de um vínculo empregatício.
Realizada em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a pesquisa mapeou o panorama do mercado de trabalho da enfermagem e detalhou o perfil dos profissionais do Brasil, considerando enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.
Os resultados apontaram que, assim como a Região Nordeste, o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento proporcional no período em alguns níveis. A atenção primária, de complexidade básica, do Centro-Oeste respondeu por 7,1% do total de 285.052 vínculos em 2022. A atenção secundária, de média complexidade, da região manteve crescimento estável de 9,2% dos 238,5 mil postos do país em 2022. Já na de alta complexidade, que apresentou a maior expansão absoluta e percentual entre os níveis de atenção, a região concentrou 8,1% dos 899,5 mil postos em todo o país. O total de vinculados em enfermagem no país aumentou em 44% no período.
O estudo destacou a predominância de vínculos formais de trabalho, e constatou que 67% dos contratos estão registrados sob o regime celetista (CLT). Os demais profissionais (33%) atuam por meio de contratos estatutários e outras formas de vínculo, como temporários e autônomos. Segundo o ministério, essa diversidade reflete a heterogeneidade do mercado de trabalho no setor, abrangendo tanto servidores públicos quanto empregados da iniciativa privada.
A força de trabalho, ainda segundo o estudo, permaneceu majoritariamente feminina — cerca de 85% do total —, com um predomínio de jornadas com durações entre 31 e 40 horas semanais e com remuneração média entre dois e três salários mínimos.
Reportagem, Henrique Fregonasse