As empresas Hydro Brasil e Alunorte Alumina do Brasil deverão fazer 17 tipos de exames em parte da população atingida pelo derramamento de rejeitos químicos de uma bacia de contenção, que afetou os cursos d’água em Barcarena.
A decisão é do juiz da 5ª Vara de Fazenda Pública de Belém, Raimundo Rodrigues Santana, em resposta à ação ajuizada pela Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama), contra as duas empresas e o Estado do Pará.
A associação argumentou a necessidade de se apurar a efetiva contaminação das pessoas, habitantes das comunidades afetadas, em razão dos dejetos que atingiram os rios no município. Conforme a decisão do magistrado, os exames devem abranger 300 pessoas, as quais serão sorteadas dentre os nomes que foram incluídos na petição inicial ajuizada pela Associação.
Essas pessoas deverão manifestar sua adesão voluntária. Os exames serão feitos pelo Instituto Evandro Chagas, que será notificado para manifestar sua aceitação, os custos envolvidos e a logística necessária para os procedimentos. A coleta será feita diretamente nas comunidades em Barcarena.