O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (28) a redução da previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de 2,4% para 2% em 2019. A estimativa faz parte do relatório trimestral da inflação divulgado pelo órgão.
Segundo o Banco Central, entre os fatores que contribuíram para a redução na estimativa do PIB, estão o crescimento menor do que o esperado do ano passado e os desdobramentos da tragédia em Brumadinho, que interferiu na situação da produção da indústria extrativa mineral. Também foram citadas as reduções em prognósticos para a safra agrícola. Para o economista Ricardo Balistiero, a queda na previsão do PIB também tem relação com a situação da reforma da Previdência no Congresso.
“O Banco Central acabou ajustando as suas previsões para baixo exatamente percebendo que existe um clima relativamente pessimista no mercado em relação a evolução da reforma da Previdência, razão pela qual o governo acaba tendo muitos problemas para poder destravar investimentos, principalmente os investimentos públicos”, afirma.
Vale lembra que o PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB brasileiro cresceu 1,1% em 2018. E para esse ano, a expectativa do Banco Central para o PIB do país está alinhado com a previsão do mercado financeiro. De acordo com uma pesquisa feita pelo próprio Banco Central na última semana com mais de cem bancos, a previsão é de alta de 2% no PIB para 2019.