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LOC.: Integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária pediram ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que coloque o projeto de renegociação das dívidas rurais em votação. A proposta cria uma linha especial de crédito destinada a produtores rurais afetados por adversidades climáticas e impactos econômicos globais, financiada com recursos do Fundo Social do Pré-Sal e dos fundos constitucionais do Norte e do Nordeste.
A intenção da bancada é votar a proposta já na próxima semana, durante o esforço concentrado. Sem se comprometer com prazos, Motta confirmou o deputado Afonso Hamm, do Progressistas gaúcho, como o relator do texto, função que já havia exercido na primeira versão.
O grupo também levou cálculos que contestam as estimativas do governo federal quanto ao impacto fiscal do projeto. Enquanto o Ministério da Fazenda projeta gastos de cerca de R$ 140 bilhões em 13 anos, a FPA apresentou levantamento de que os custos, respeitadas as condições definidas no texto, seriam de até R$ 65 bilhões no período.
Fontes que participaram da conversa afirmaram à reportagem do portal Brasil 61 que o objetivo foi mostrar que “não se trata pauta bomba” – termo usado para descrever projetos que aumentam os gastos estatais e inviabilizam o funcionamento da máquina pública. A expectativa é que Motta se reúna com representantes do governo nos próximos dias para tentar um acordo, tanto sobre o conteúdo quanto à data de votação.
A medida contempla operações de crédito rural, empréstimos para liquidação de dívidas e cédulas de produto rural contratadas até 31 de dezembro de 2025. O prazo para pagamento será de até dez anos, com três anos de carência, e taxas de juros que variam de três e meio a sete e meio por cento ao ano, conforme o perfil do produtor.
Aprovada na Câmara no ano passado, a matéria foi modificada e admitida pelo Senado no início do mês. Devido às mudanças, os deputados devem analisar as novidades incluídas pelos senadores.
Reportagem, Álvaro Couto.