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LOC.: Após uma semana de aprovação de ‘pautas-bomba’ – se confirmadas podem inviabilizar financeiramente a operação estatal –, o Senado deve frear a ofensiva contra o governo. Se nas sessões passadas foram aprovadas matérias cujo impacto fiscal somado supera os R$ 260 bilhões, a expectativa é que esta semana seja marcada por votações menos expressivas e controversas.
Na Câmara dos Deputados, há apenas uma sessão prevista para terça-feira. Os parlamentares devem analisar o Projeto de Lei 1.838 de 2023, enviado pelo governo federal para regulamentar a chamada PEC do fim da jornada 6x1.
A proposta tramita em regime de urgência constitucional. Por isso, a pauta da Câmara poderá ficar trancada após 45 dias do recebimento do texto.
Para evitar o bloqueio das votações, o presidente da Casa, Hugo Motta, escolheu como relator o deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia. Segundo Motta, a medida busca liberar a pauta para a análise de outros projetos, como o Marco Legal da Inteligência Artificial e a ampliação do limite de faturamento do Microempreendedor Individual.
A reunião de líderes, marcada para a manhã de terça-feira, deve definir os próximos passos da sessão.
Nas comissões, a semana começa com um seminário em Florianópolis para discutir a atualização dos limites de faturamento do MEI e das faixas do Simples Nacional.
Também na terça-feira, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado deve votar o projeto que obriga a Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, a apresentar relatórios semestrais ao Senado.
Já na quarta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa de audiência conjunta das comissões de Agricultura e de Finanças e Tributação da Câmara. No Senado, o ministro André de Paula deve comparecer à Comissão de Agricultura para prestar informações sobre políticas voltadas ao setor agropecuário.
REPORTAGEM, ÁLVARO COUTO.