Por Marquezan Araújo
A indústria 4.0 é marcada pela integração do mundo físico com virtual. A quarta revolução industrial, como também é conhecida, abrange áreas que vão da internet das coisas à inteligência artificial.
Essas novas tecnologias já estão presentes em grandes companhias do Brasil, mas também podem ser utilizadas por pequenas e médias empresas.
É o caso da pastelaria Japastel, em Salvador, na Bahia. O proprietário, SatoroSukuhara, não perdeu tempo e já iniciou um projeto para instalar sensores nas máquinas da empresa e acompanhar, em tempo real, o passo a passo da produção.
“Já é um grande feito para a gente. Estou bem otimista porque ele acusa o tempo de parada e todas essas coisas, então a expectativa é de ganho em aumento de produtividade.
O projeto iniciado por Satoro faz parte do programa Indústria Mais Avançada, coordenado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Atualmente, 56 empresas de todo o país fazem parte da iniciativa.
O gerente executivo de Política Industrial da Confederação da Nacional da Indústria (CNI), João Emílio Gonçalves, alerta para a necessidade de as empresas brasileiras ficarem atentas à chegada da Indústria 4.0. Para ele, sem investimentos nessas novas tecnologias, a competitividade empresarial não vai avançar.
“É absolutamente fundamental. Entrar na Indústria 4.0, avançar rapidamente não é uma opção, é uma absoluta necessidade para a indústria brasileira. A gente tem uma série de desafios e vários deles passa, por questões sistêmicas”, diz João Emílio.
As principais tecnologias envolvidas na Indústria 4.0 são: robótica avançada, manufatura híbrida, big data, impressão 3D, computação em nuvem, inteligência artificial, sistemas de simulação virtual e internet das coisas.
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Outros projetos
A chegada do movimento 4.0 no Brasil implica na necessidade de implementação das novas tecnologias digitais na maneira do produzir. Por isso, além do programa Indústria Mais Avançada, as pequenas e médias empresas também têm a opção de conhecer outros projetos. O Brasil Mais Produtivo (B+P) é um deles.
O programa também oferece consultoria para introduzir técnicas da Manufatura Avançada/Indústria 4.0 a pequenas e médias empresas brasileiras. O programa, já atendeu três mil empresas de todas as regiões brasileiras.
Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), as empresas que participaram, em 2017, alcançaram um aumento médio de produtividade de 52,09% nas linhas de produção.
Outra forma de os empresários ficarem por dentro dos novos modelos de produção é participando do Senai 4.0. O projeto disponibiliza uma série de soluções e serviços relacionados à Indústria 4.0.
O trabalho é estruturado em três fases. A primeira consiste na difusão dos conceitos através de encontros presenciais e cursos gratuitos. Nessa etapa, a ideia é possibilitar o melhor entendimento das oportunidades de melhorias.
O próximo passo se refere à construção de um plano de ação com uma trajetória objetiva de utilização dos conceitos e tecnologias da Indústria 4.0. Já na última fase, o SENAI oferece espaços para as empresas terem acesso à informação e ambientes neutros para realização de testes e compartilhamento dos resultados.
Propostas da indústria
Diante da necessidade de os avanços tecnológicos da Indústria 4.0, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) encaminhou uma série de propostas aos candidatos à Presidência da República.
O documento contém medidas de apoio à modernização industrial e aplicação de novas tecnologias digitais no dia a dia das empresas. O objetivo é melhorar a infraestrutura de telecomunicação e desenvolvimento de estratégias para a formação e qualificação profissional. As propostas fazem parte do documento Propostas da Indústria para as Eleições.