Você sabia que os macacos são aliados no combate à febre amarela? Diferentemente do que muitas pessoas acham, os macacos não transmitem o vírus da doença. Apenas mosquitos contaminados passam o vírus para humanos. Os macacos, encontrados mortos com febre amarela, ajudam a mapear as regiões por onde o vírus está circulando. Segundo o coordenador do Programa Estadual de Imunização da Secretaria de Saúde da Bahia, Ramon Saavedra, foi confirmada a morte de 52 macacos com o vírus da febre amarela na Bahia.
“No caso da Bahia, o cenário epidemiológico difere um pouco desses outros estados. Porque, na Bahia, não tem caso humano confirmado. No entanto, em 2017, tivemos mais de 700 casos de macacos mortos encontrados e, desses, 52 tiveram confirmação laboratorial. O que que isso quer dizer? O vírus está circulando dentro do território baiano.”
O estado da Bahia não registrou casos de febre amarela em humanos. Matar macacos, além de ser crime, é uma atitude ineficaz no combate à febre amarela. O consultor científico do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz, Reinaldo de Menezes, explica a importância desses animais e adverte a população sobre agressão aos macacos.
“Ele é um sinalizador da circulação do vírus. A gente fica sabendo aonde a vacinação é prioritária onde tem macaco morrendo pelo vírus. Então essa atitude, além de ser cruel, é ineficaz e até mesmo prejudicial.”
As cidades de Salvador, Camaçari, Candeias, Itaparica, Lauro de Freitas, Mata de São João, São Francisco do Conde e Vera Cruz estão participando da campanha de vacinação contra a febre amarela no estado da Bahia. A meta da campanha é imunizar 95% da população desses municípios. Vale lembrar que é preciso levar documento oficial com foto e o cartão de vacina para ser vacinado contra a febre amarela. Procure a unidade de saúde mais próxima e se previna. Para mais informações, acesse saude.gov.br/febreamarela.
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