Com a proposta do novo modelo de Ensino Médio que estimula a educação técnica e profissional, os estudantes poderão ter ainda mais chance de se especializarem na área que desejam atuar e ingressar com mais facilidade no mercado de trabalho.
Atualmente, o estado da Bahia conta com 38 Centros Estaduais de Educação Profissional e 92 escolas de Ensino Médio que também oferecem cursos de Educação Profissional e Tecnológica.
Para o coordenador-geral de Ensino Médio, do Ministério da Educação, Wisley Pereira, incrementar essa nova metodologia ainda no Ensino Médio é fundamental para garantir um futuro profissional melhor para os estudantes.
“Ter outras opções dentro das possibilidades do ensino médio, como o ensino técnico e profissional, é tentar também atender o projeto de vida dos estudantes. Mas isso caberá ao sistema de ensino a produzir um ensino técnico e profissional já na matriz do próprio ensino médio.”
Um levantamento feito pelo Senai aponta que jovens entre 20 e 29 anos que concluíram o ensino médio profissional e não fizeram faculdade possuíam menores taxas de desemprego e maiores salários do que aqueles que concluíram o ensino regular e não tinham curso superior.
As regras sobre a inserção de cursos de educação profissional, inseridas na reforma do Ensino Médio, devem passar a valer a partir de 2021.
O deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA), é favorável as mudanças no sistema educacional. Porém o parlamentar entende que deveria ter uma consulta maior à população sobre o assunto.
“Qualquer reforma da educação não pode prescindir de um debate amplo com a sociedade, com os discentes, docentes, técnicos e com o mundo político. Agora, o ensino técnico é sempre algo que deve fazer parte da formação e da educação.”
A pesquisa feita pelo SENAI revelou ainda que a maioria dos jovens da região Nordeste, com idade entre 13 e 18 anos, apóia a substituição das matérias tradicionais por profissionalizantes.
Reportagem, Marquezan Araújo