Economia - undefined·07 de novembro de 2017

Avanços na ciência e tecnologia diminuíram os custos do pré-sal brasileiro e aumentaram a competitividade, afirma especialista

<p>Estima-se que a camada seja uma das maiores reservas petrol&iacute;feras do mundo</p>

Por Agência do Rádio
Ouvir ·

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

O último leilão do pré-sal atraiu investidores de nove países, além do Brasil, e gerou uma arrecadação de mais de R$ 6 bilhões. A competitividade, segundo o professor de Economia da Energia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Helder Queiroz, se deu por causa dos avanços da ciência e tecnologia que diminuíram os custos para o investidor.

“Há dez anos a gente não tinha o conjunto de informações que a gente tem hoje nem se existia uma noção uma noção muito clara de em quanto tempo os desafios de a essas jazidas iriam ser vencidos, mas pouco a pouco eles foram vencidos. O primeiro poço do pré-sal durou quatrocentos e tantos dias para ser completado, quer dizer, mais de um ano, e hoje os poços do pré-sal estão no mesmo padrão do pós-sal, que é aí de cento e poucos dias. Então houve aí um ganho tremendo em termos de produtividade”.

A produtividade de óleo no pré-sal, hoje, é de mais de 1 milhão e 300 mil barris por dia. Mais do que o esperado no início das explorações, segundo explica Helder.

“A produtividade esperada tem sido muito maior de cada poço que aquela que estava sendo imaginada inicialmente. Então, isso permitiu também uma redução de custos importantes para permitir que o pré-sal seja uma província que tenha muito óleo, mas que esse óleo seja competitivo em termos de custo para chegar ao mercado”.

O deputado federal Julio Lopes (PP/RJ) acredita que o resultado dos leilões e as mudanças na legislação farão com que o Brasil retome a posição de destaque no setor.

“No próximo leilão, se a gente continuar avançando, vamos, novamente, colocar o Brasil no patamar que nunca deveria ter saído: de grande exportador de petróleo, grande explorador de petróleo”.

Das oito áreas ofertadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, ANP, seis foram negociadas no último leilão do pré-sal.

Reportagem, Gabriella Bontempo
 

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page