Pesquisa com células-tronco estão sendo realizadas para encontrar novas estratégias de tratamento para a Esclerose Lateral Amiotrófica, conhecida como ELA. E o Ministério da Saúde está investindo mais de dois milhões de reais nesse projeto, que é um estudo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) para promover melhoria na qualidade de vida e no tratamento de pacientes que têm a doença. Atualmente, o único tratamento disponível ajuda a diminuir o desconforto dos pacientes, mas não reduz de forma significativa a progressão da esclerose. Com o investimento, vai ser possível criar um laboratório para desenvolver pesquisas com células-tronco de pacientes para investigar quais outros remédios poderiam trazer resultados, como explica o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Marco Fireman.
“Esse investimento é dividido uma parte na montagem do laboratório inicial e outra parte em custeio das pesquisas. Quando ele apresenta um cronograma com as metas definidas, quando atinge essas metas, a gente faz uma avaliação e dentro dessa avaliação a gente vai liberando mais recursos para ir avançando de acordo com o desenvolvimento da pesquisa, porque à medida que a pesquisa for evoluindo e eles prestarem conta ao Ministério da Saúde, com resultado, com êxito que vem alcançando, o trabalho vem tendo resultado, vai sendo retroalimentado”.
A Esclerose Lateral Amiotrófica é provocada pela degeneração progressiva de neurônios motores, responsáveis pelo controle da musculatura do corpo. Pacientes com a doença sofrem paralisia gradual e morte precoce como resultado da perda de capacidades cruciais, como falar, movimentar, engolir e até mesmo respirar. Ainda não existe uma cura para a ELA. Apesar de ser considerada uma doença rara, atualmente no Brasil 14 mil pacientes estão diagnosticados com a Esclerose Lateral Amiotrófica.
Reportagem, Janary Damacena.