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A partir de agora, os moradores do Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Rio de Janeiro vão poder receber mensagens de celular com alertas da Defesa Civil. O serviço, que é gratuito, tem como objetivo orientar a população quanto aos procedimentos a serem adotados diante do risco de inundações, alagamentos, temporais ou deslizamentos de terra, entre outras ocorrências. É o que explica o diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, Élcio Alves Barbosa.
“O objetivo deste serviço é informar a população da probabilidade de ocorrência de inundações, enxurradas, deslizamentos, ou seja, desastres naturais, eventos adversos para que a população tenha conhecimento e se prepare antecipadamente a ocorrência do evento. Então o objetivo principal é proporcionar informação para salvar vidas.”
Inicialmente, estes alertas foram testados por seis meses em 25 cidades de Santa Catarina e Paraná, atendendo mais de meio milhão de usuários da telefonia móvel. Segundo o diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, a expectativa é que até março de 2018 todos os Estados brasileiros sejam contemplados.
“Este serviço começou pelo Paraná e Santa Catarina. Nós também ampliamos para a cidade de São Paulo, para todo o Estado e, agora, estamos começando com Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Em janeiro começaremos com Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, e assim por diante até março onde terminaremos toda a cobertura no território brasileiro.”
Para ter acesso a este serviço, é preciso cadastrar o CEP de interesse, respondendo à mensagem SMS encaminhada pelas operadoras de telefonia móvel. Em seguida aparecerá a seguinte mensagem: "Defesa Civil Nacional informa: novo serviço de envio de SMS gratuito com alertas de áreas de riscos. Aí a partir do momento que o cidadão coloca o CEP, o celular dele já vai estar apto para receber os alertas da Defesa Civil. E se quiser, você pode cadastrar mais de um CEP. O serviço também pode ser cancelado a qualquer momento.
O primeiro país a utilizar este alerta foi o Japão, em 2007, e hoje em dia, mais de 20 países, entre eles o Canadá, Chile, Bélgica e Filipinas oferecem serviços parecidos.
Reportagem, Cintia Moreira.