Brasil - undefined·30 de abril de 2019

Aulas de robótica melhoram engajamento de alunos em Santa Catarina

Especialistas defendem instituições do Sistema S e educação profissional no estado

Por Paulo Henrique
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Marcos Paulo Rau Júnior é professor de robótica em Joinville. Ele é instrutor maker da equipe Sunrise, que é composta por seis alunos do Serviço Social da Indústria (SESI). Há três anos, Marcos participa de competições de robótica realizadas pelo SESI no estado de Santa Catarina.

Segundo ele, é gratificante notar que seus alunos estão evoluindo na temática através dos ensinamentos adquiridos na unidade do SESI. “É literalmente uma gratidão ver a evolução deles. Como professor, fico feliz em ver essa evolução”, explica Marcos.

 Em Santa Catarina, a competição de robótica é vista com bons olhos pelos próprios alunos do estado, que acabam se engajando mais no processo educacional. “Aqui no estado, o que a gente percebe é que a educação tecnológica, especialmente a com equipamentos Lego, gera um engajamento muito acima da média dos nossos estudantes”, explica o Gerente de Novos Negócios e Parcerias do SESI de Santa Catarina, Fabiano Bachmann.  

Além do SESI, outras entidades atuam no treinamento profissional, lazer e saúde dos trabalhadores. O Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), por exemplo, também integram o chamado Sistema S aqui no Brasil.

Referência

Em Brasília, o deputado catarinense Celso Maldaner, do MDB, é um dos parlamentares que defendem a atuação das instituições do Sistema S e acredita que elas devem ser modernizadas.

“Nós só temos boas referências sobre o Sistema S. Então, eu acho que é muito importante para a gente aperfeiçoar cada vez mais esse Sistema”, defende o parlamentar.

No meio acadêmico, a defesa de instituições como o SENAI também é grande. A especialista Cláudia Costin é diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV e lembra que o “SENAI é um exemplo a ser seguido e seria uma pena perder todo esse aprendizado acumulado pela instituição”.

Segundo ela, o Brasil deveria aproveitar a capacidade educacional de instituições como o SENAI para transmitir conhecimentos adquiridos para as secretarias estaduais de educação. Algo que, segundo a especialista, já é praticado em outros países.

“Há exemplos internacionais como as escolas secundárias da Coreia do Sul em que o setor privado, a indústria, inclusive a indústria de ponta, participou não só do desenho instrucional de cursos de Ensino Médio, mas mesmo da gestão desses cursos com uma parceria público-privada que gerou altíssima empregabilidade em setores interessantes para os jovens”, argumenta.

76 milhões capacitados

As escolas do SENAI já capacitaram mais de 76 milhões de trabalhadores em 28 áreas da indústria. Atualmente, a instituição conta com 587 unidades fixas e 457 móveis.

Além disso, de acordo com dados do SENAI, a maioria dos industriais prefere contratar os alunos da instituição. A preferência é de 95% por jovens dos cursos técnicos, 97% dos cursos de Aprendizagem Industrial e 97% dos cursos de qualificação. Em 2018, 84,3% de alunos do SENAI submetidos ao Sistema de Avaliação da Educação Profissional (Saep) atingiram os níveis adequado e avançado na escala da avaliação.

Já o SESI, atualmente, tem 501 escolas, 114 unidades de vida saudável e 553 unidades móveis. Só em 2018, a instituição beneficiou mais de 3,5 milhões de pessoas em ações de saúde e segurança no trabalho e realizou mais de um milhão de matrículas na área de educação.

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SOBRE

Paulo Henrique

Formado em Jornalismo e com Pós-Graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, possui experiência em redações e assessorias, atuou como estagiário na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no Portal R7 e na ASCOM da Câmara dos Deputados. Depois de formado, foi Assessor de Comunicação do Instituto de Migrações e Direitos Humanos e atualmente é repórter na Agência do Rádio.

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