REPÓRTER: Além das Equipes de Saúde da Família, a Atenção Básica também contava com outras equipes de profissionais que não estavam formalizadas. As chamadas Equipes de Atenção Básica, que já atendem a 10% da população brasileira, foram agora reconhecidas pelo Ministério da Saúde. Essa nova formação vai seguir princípios e diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica. Allan Nuno, coordenador de Acompanhamento e Avaliação, explica a novidade.
SONORA: Allan Nuno, do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde.
“O Saúde da Família continua sendo prioritário, continua sendo o modelo que a gente aposta para a organização da Atenção Básica. Mas ao mesmo tempo é preciso que se reconheça existem hoje outros jeitos de Atenção Básica que já estão atuando há muito tempo. É uma expansão do olhar do governo federal para além daquilo que a gente vem fazendo ao longo dos últimos anos”.
REPÓRTER: Com o reconhecimento, essas equipes vão receber recursos federais, a ajuda dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família e a capacitação dos profissionais. Tudo isso vai depender do credenciamento, do registro no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde e do envio regular de informações ao Ministério.
SONORA: Allan Nuno, do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde.
“A partir de agora o financiamento certamente ou necessariamente tem que estar relacionado com o envio de informações. A gente precisa saber que a equipe existe, o que ela está fazendo, quais são as pessoas que ela acompanha, quais são os indicadores de saúde que essa equipe produzirá. Não é só a transferência de recurso automática sem ter condições para seu funcionamento”.
REPÓRTER: O que se espera é que, com o tempo, as Equipes de Atenção se convertam em equipes da Saúde da Família. Para saber mais sobre a nova Política Nacional de Atenção Básica, acesse www.saude.gov.br.
Reportagem, Erika Braz.