Economia - undefined·04 de setembro de 2018

Assessores de candidatos atribuem baixo crescimento à insegurança jurídica

<p>Representantes de alguns concorrentes ao Planalto participaram de evento do Movimento Brasil Competitivo nesta ter&ccedil;a (4)</p>

Por Agência do Rádio
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Os assessores econômicos de presidenciáveis afirmaram, nesta terça-feira (4), que a falta de segurança jurídica atrapalha empresas estatais e investimentos privados em diversos setores do país. Eles participaram de congresso promovido pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), em São Paulo.

O coordenador de campanha de João Amoêdo (Novo), Diogo Costa, disse que essa garantia é um dos principais pilares para retomar a confiança da economia. Costa lembrou que obras de ferrovias estão paradas há mais de 10 anos no Brasil, enquanto, na China, o mesmo transporte é construído em um ano.

“A gente está em um país paralisado. Quando a gente fala de insegurança jurídica, é isso que a gente vê, um país que não consegue fazer mais suas coisas. Teve uma estimativa da Câmara Brasileira de Indústria e Comércio sobre obras paralisadas, só obras com recursos públicos são 7.400 paralisadas. A estimativa deles era de que não recomeçar essas obras seria um prejuízo de R$ 115 bilhões em curto prazo.”

Para o representante econômico de Geraldo Alckmin (PSDB), Luiz Felipe D’Ávila, a raiz dos problemas está na centralização do poder em Brasília, burocratização de processos básicos e a politização da “máquina pública”. D’Ávila repetiu o que já foi dito pelo candidato tucano, que destacou as propostas de diminuir o número de partidos e investir em ensino básico.

Já o representante do PT, o professor William Nozaki, defendeu uma inovação na administração pública que “conecte o Estado ao século 21”. Segundo ele, o foco do próximo governo deve ser reforma política e fiscal, criação de mecanismos de transparência e redefinição do pacto federativo brasileiro.

Reportagem, Clara Sasse

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