Brasil - undefined·31 de janeiro de 2019

Artistas baianos temem que cortes no Sistema S prejudiquem funcionamento de espaços culturais

<p><em>Governo federal estuda reduzir contribui&ccedil;&atilde;o das empresas ao Sistema S, do qual faz parte o SESI; artistas e produtores se manifestam contra a medida</em></p>

Por Agência do Rádio
Ouvir ·

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Por Juliana Gonçalves

Localizado em Salvador, o Teatro SESI Rio Vermelho estimula há 22 anos produções artísticas locais e incentiva novos talentos. Por isso, o espaço faz parte do cenário cultural e histórico da capital baiana.

Um dos principais incentivadores, o produtor cultural, Andrezão Simões, dá voz a novos artistas no Teatro Rio Vermelho. Possíveis cortes nos recursos do Sistema S - do qual faz parte o Serviço Social da Indústria (SESI), anunciados no fim do ano passado pelo governo federal, podem prejudicar a manutenção do espaço. Na visão de Simões, a decisão, se confirmada pela governo federal, representaria uma perda irreparável para a cultura local.

“Que as mentes que ocupam o poder nesse momento e cogitam essas mudanças drásticas tenham discernimento para entender quanto prejuízo pode causar não só às pessoas, mas às unidades de todo Brasil. O Teatro e a Varanda do SESI estão ameaçados. Salvador pode perder um dos grandes polos culturais das últimas décadas”, alertou.

Quem já se apresentou nos palcos do local, jamais esquece. Caso da artista e historiadora Juliana Ribeiro, que se lembra com carinho do teatro que lhe abriu as portas do mundo artístico há 15 anos.

A notícia de uma possível redução nas contribuições das empresas às entidades do Sistema S preocupa Juliana. Na visão dela, o espaço deve ser preservado, já que contribui na formação de artistas soteropolitanos.

ÁUDIO: acesse a versão dessa notícia para emissoras de rádio

“O meu desejo é de vida longa ao SESI, e que a gente olhe para essa casa com muito mais amor, que é o que ela merece. Sem corte de verba, sem corte de recurso. Ao contrário, o SESI merece ser repatrocinado, refinanciado cada de vez mais porque é um espaço, acima de tudo, do cidadão soteropolitano, baiano e brasileiro”, afirma.

Opinião semelhante a do artista plástico Bel Borba[GQ3]. Ele, que ao longo da carreira estabeleceu laços com o bairro que dá nome ao espaço, faz questão de lembrar a importância cultural e social do teatro para a comunidade de Rio Vermelho.

“Eu vejo com muita apreensão a possibilidade desse trabalho fantástico que o Sesi faz aqui na Bahia como incentivador da cultura, vejo com apreensão essa possibilidade de acontecer a interrupção desse processo do SESI. Estamos torcendo que não seja interrompido esse trabalho muito importante e com grande relevância aqui na nossa cidade. É uma cidade com muita cultura e muita dificuldade. Isso não pode ser interrompido”, ressalta.

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page