Saúde - undefined·04 de julho de 2019

Artesanato ajudou morador de Rio Branco a superar sequelas da hanseníase

O tratamento e o diagnóstico precoce oferecidos atualmente impedem a transmissão da hanseníase para outras pessoas e evitam sequelas

Por Agência do Rádio
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Créditos: Ministério da Saúde

“Eu descobri a doença com cinco anos de idade. Estava em Manaus, e meus dedos começaram a ficar inchados, doloridos, e minha mãe também não sabia o que era e me levou para Porto Velho. Quando cheguei lá foi que o médico me consultou e diagnosticou a doença. Já faz 35 anos que fiquei bom, não existe mais a doença em mim, mas fiquei com sequelas nas pernas e na mão. Hoje conduzo meus passos, com duas pernas mecânicas, e nas minhas mãos, não tenho nenhum dedo, só a palma da mão, mesmo assim eu trabalho com artesanato. Faço todo tipo de artesanato, o que me encomendar eu faço, carrinho, eu faço jarro. As pessoas se admiram”.

A boa notícia é que o tratamento e o diagnóstico precoce oferecidos atualmente impedem a transmissão da hanseníase para outras pessoas e evitam sequelas como as de Nélio. Por isso, a hansenóloga do Programa de Controle da Hanseníase do Acre, Leia Borges, alerta sobre a necessidade de buscar o quanto antes as Unidades Básicas de Saúde.

“Se o diagnóstico é tardio, e hoje a nossa preocupação é o diagnóstico precoce, sempre foi, porque quanto mais precoce, menos problemas de deficiência. E quando acontece só fica a sequela porque a doença é curada. Mas o que degenerou não tem como voltar. Todas as formas de hanseníase têm cura, agora as sequelas são problemas durante o tratamento tardio ou problemas mais graves durante o tratamento.”

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. 

Créditos: Ministério da Saúde

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